Colégio Militar de Fortaleza decide manter aulas remotas mesmo com determinação de retorno

Ministério de Defesa expediu ordem para retorno presencial em todos os colégios militares na última terça-feira (15)

Legenda: Colégio segue com aulas remotas e se organiza para realizar os preparativos para um retorno seguro dos estudantes
Foto: Kid Júnior

Após o Ministério da Defesa expedir, na última terça-feira (15), uma circular em que ordena o retorno das atividades presenciais em todos os colégios militares, o Colégio Militar de Fortaleza (CMF) declarou que continuará aderindo ao ensino remoto e seguirá com as aulas virtuais, conforme o que está previsto no decreto estadual de isolamento.

O documento oficial expedido pela Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (Depa), do Ministério, foi endereçada aos comandantes de todas as unidades do Brasil, assinada pelo General de Divisão Francisco Carlos Machado Silva, diretor de Educação Preparatória e Assistencial.

A circular apontava que todos os colégios militares deveriam retomar às atividades presenciais a partir da próxima segunda-feira (21). No entanto, o CMF declara que dará prosseguimento às medidas de prevenção ao novo coronavírus, a fim de garantir um retorno seguro aos estudantes.

"Aguardando a melhor oportunidade para receber o nosso bem mais importante, representado pelos nossos alunos, profissionais e agentes de ensino", acrescenta.

O Ministério da Defesa tem apurado as manifestações sobre os colégios militares no Brasil por telefone, conforme a assessoria do órgão. No momento, a gestão aguarda retorno da área técnica para responder todas as solicitações.

Ministério Público recomenda suspensão

Por conta do cenário epidemiológico no Estado o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Colégio Militar de Fortaleza a suspensão da retomada presencial. O encaminhamento, assinado pelos procuradores da República Nilce Cunha, Alessander Sales e Márcio Torres, foi enviado para a equipe do CMF na manhã desta quinta. 

O documento relembra que as normas de controle da epidemia de covid-19 seguem critérios estaduais. Dessa forma, todas as instituições ambientadas nos territórios, sejam elas privadas, públicas ou federais precisam seguir as recomendações sanitárias definidas pelo Estado. 

Descumprir o decreto sanitário, alertam os promotores, pode ser considerado atos de improbidade administrativa, além de crime contra a saúde pública. O MPF estabeleceu prazo de 48 horas para manifestação do comandante e do diretor de ensino do Colégio Militar de Fortaleza sobre o retorno presencial.

Liberação 

No Ceará, somente as aulas para a educação infantil foram liberadas em estabelecimentos particulares com capacidade limitada a 30%, conforme determinação do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Esse retorno abrangia somente a capital para Fortaleza e as outras regiões que já haviam cumprido a quarta fase do plano de retomada das atividades.

Em setembro, dia 1º, somando quase um semestre de aulas virtuais, parte dos estudantes da educação infantil da rede privada de retornaram às atividades presenciais, seguindo protocolos sanitários de prevenção ao coronavírus. Dentre as medidas utilizadas estava a higienização de mochilas e lancheiras e o uso ininterrupto de máscaras. 

Além disso, as crianças também realizaram novas formas de cumprimentar professores e colegas e foram apresentados às mudanças na rotina escolar.

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