Ceará recebe Congresso Brasileiro de Urologia

Evento destaca as principais inovações no diagnóstico e tratamento das doenças urológicas

Para discutir como a tecnologia, especialmente a robótica, vem auxiliando no diagnóstico e tratamento de doenças urológicas, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza, no Ceará, o XXXVI Congresso Brasileiro de Urologia (CBU). O evento, que teve início neste sábado (26), segue até a próxima terça (29).

O presidente do comitê organizador local, o urologista Marcos Flávio Rocha, destaca que essa especialidade médica vem passando por grandes transformações nos últimos anos, permitindo o diagnóstico de doenças de forma mais precisa e com antecedência, o que aumenta a chance de cura.

Ele reforça a importância da atenção, sobretudo quanto ao câncer de próstata e de pênis, que o homem deve ter. No caso do câncer de pênis, ele alerta que é preciso observar se há existência de verrugas ou feridas que não cicatrizam e frisa que a melhor forma de prevenção é a higienização da área. "Costumamos dizer que a melhor prevenção é a água e o sabão".

Em relação especificamente ao câncer de próstata, Marcos Flávio Rocha ressalta a importância de fazer os exames anuais com o urologista a partir dos 50 anos e que apenas o PSA (exame de sangue) não é o suficiente, sendo necessária a realização do toque. "Chega a 90% a taxa de cura dos pacientes com câncer de próstata diagnosticado em estágio inicial", destaca o médico urologista.

Além de doenças urológicas entre os homens, o congresso também abordará a infecção urinária, comum em mulheres e também ligada a questões de higiene e de outras como a adequada ingestão de líquido.

Laparoscopia

Uma das temáticas cada vez mais recorrentes na urologia é o uso de cirurgias laparoscópicas para o câncer de próstata. Segundo o urologista e médico assistente na Beneficência Portuguesa de São Paulo, Diego Capibaribe, a cirurgica laparoscópica é bem menos invasiva e vem sendo cada vez mais utilizada pela medicina no País.

"Ela vem sendo usada no tratamento de vários tipos de câncer por ter menor sangramento, proporcionar alta mais precoce e por doer menos no pós-operatório. Tudo isso torna o processo mais confortável ao paciente", explica.

A cirurgia laparoscópica pode ser convencional, quando o próprio cirurgião manuseia as pinças cirúrgicas com as próprias mãos ou ainda robótica, que é quando ela é auxiliada por um robô que imita os movimentos executados em um console. "Ela diminui pela metade todas as complicações de uma cirurgia", detalha.

"Nos últimos cinco anos, um grande número de robôs e plataformas laparoscópicas tem sido implementadas no Brasil. Vem surgindo também novos treinamentos de aprimoramento em cirurgia laparoscópica e o paciente está mais informado, mais exigente sobre o que ele quer do seu cirurgião", frisa Diego Capibaribe.

Serviço

XXXVI Congresso Brasileiro de Urologia (CBU)

Período: 26 a 29 de agosto

Local: Centro de Eventos do Ceará (Avenida Washington Soares, 999)

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