Bombeiros levam cerca de 15h para debelar todos os focos de incêndio no casarão

Trabalho de solda estava sendo realizado no Casarão dos Fabricantes e trabalhadores foram alertados dos riscos das faíscas, diz administrador do Mercado Central

Após 15h de serviço contínuo, o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) conseguiu debelar o retorno das chamas no Casarão dos Fabricantes, no Centro de Fortaleza. A informação foi confirmada pelo Tenente Dutra, do órgão estadual. O incêndio de grandes proporções começou por volta das 20h de sábado (5) e exigiu trabalho intenso até 11h50 deste domingo (6), para eliminar todos os focos, impedir a reignição e estabelecer condições de segurança no local.

Com o fim da operação, o local fica sob a responsabilidade da Guarda-Municipal e da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), que fez o isolamento da área, aponta o Major Landim, do CBMCE. Ao longo da manhã, a operação contou com 3 viaturas e cerca de 25 homens, segundo o tenente-coronel Lino Filho, também da equipe dos bombeiros.

O tenente-coronel Lino acrescenta que a origem do incêndio ainda deve ser apurada por perícia, de responsabilidade da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). “Vão avaliar a estrutura. Eles têm os prazos deles, a gente não pode antecipar, até porque vão ter muito o que vasculhar, mexer em material para fazer um serviço bem feito”, explica. 

 A Defesa Civil de Fortaleza também deve realizar um relatório técnico sobre as condições do prédio.

Origem

O presidente da cooperativa responsável por Mercado Central, José Aquino Paulino, declara que por volta das 7h30 da noite foi informado da realização de um serviço de solda no Casarão. “A gente foi, identificou o rapaz com a lixadeira, cortando, soldado e até alertamos eles sobre o risco. Ele ficou rindo”, diz. 

Pouco tempo depois, o incêndio teve início. Preparado para situações como aquela, José Aquino ligou para os bombeiros e logo depois começou a realizar os primeiros reparos, em um combate inicial do fogo para evitar a propagação das chamas

“Eu pedi para chamarem o vigia, que inclusive estava dentro e não viu a hora do fogo, bem como um casal de senhores que moram ao lado, para tentar tirar e para não perder essas vidas. Porque as coisas materiais a gente recupera, mas a vida não”, finaliza.

Estrutura

A estrutura do local ficou seriamente comprometida. O telhado desabou e em decorrência do peso, o assoalho também foi arrastado para o subsolo do terreno. Além disso, o prédio apresentou muitas rachaduras e alto risco de desabamento. Porém, o Major Landim afirma que 90% da mercadoria localizada na parte de metal conseguiu ser salva.

Após o apagamento das chamas, a temperatura remanescente dos materiais permanece alta. “Essa fumaça é o calor saindo desses materiais, isso ainda vai demorar um pouco e impossibilitar que qualquer pessoa, inclusive do Corpo de Bombeiros, entre mais aprofundadamente na estrutura”, explica tenente-coronel Lino Filho.

Para que alguns comerciantes pudessem retirar suas mercadorias, os bombeiros abriram alguns acessos de entrada no prédio. “O que foi possível salvar foi removido no início do incêndio pelos permissionários”, declara Lino Filho. As partes colapsadas devem passar por uma avaliação de engenharia estrutural, enquanto aguardam a avaliação ou o destino que o proprietário irá dar.

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