Barreira de contenção de obra na Rua Holanda cede mais uma vez por causa da forte chuva

Segundo relato de moradores, essa é a sexta vez que a barreira se rompe

Legenda: Moradores vivem com o caos há seis meses. Conclusão da obra é sempre prejudicada por causa da chuva
Foto: João Pedro Ribeiro

A barreira de contenção da obra de drenagem e recomposição do asfalto na Rua Holanda, no Bairro Maraponga, em Fortaleza, se rompeu devido às fortes chuvas que ocorrem desde a noite desta terça-feira (11). Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Fortaleza registrou chuva de 96,8 milímetros. 

De acordo com os moradores, essa é a sexta vez que a barreira sofre rompimento. Eles acreditam que por causa da forte precipitação, o cronograma de entrega da obra deve ficar prejudicado.

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A força da água arrastou materiais de obras, como pedras, concreto e madeira. Uma ponte que foi improvisada para permitir a passagem de moradores no local também foi levada pela força das águas.

Obra normal e sem danos

Procurada pelo Sistema Verdes Mares, a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), informou por meio de nota que, a obra da reforma do pontilhão da Rua Holanda seguiu o seu andamento normal até ontem [quarta-feira]. Mas, devido às chuvas, ela teve que ser temporariamente paralisada.

A SCSP reforçou que é impossível realizar esse tipo de serviço com a chuva acontecendo. O órgão explica também que a estrutura que foi executada, que é uma galeria celular, não foi danificada. A SCSP afirma que está tudo normal.

"O que aconteceu foi um aumento do nível da água que ultrapassou o dique que foi executado, mas ela está passando pelo desvio que foi feito justamente para isso. A obra vai continuar com o seu cronograma normal dependendo as condições climáticas dos próximos dias", explicou o engenheiro da prefeitura de Fortaleza, Guilherme Sousa.

Chuva e obras
O pedreiro Renato Mesquita conta que a situação está um caos. Ele diz que a obra tem trabalhadores, mas quando chove tudo é levando pela força das águas.  

“Todos os dias passar pelo local é um caos. Quando chove acontece tudo isso aí. É a sexta vez vemos esse problema aí. A rapaziada coloca aí as manilhas, tenta fazer aí o trabalho, mas quando acaba a chuva leva tudo de novo. Faz um bom tempo já. Um transtorno danado. Fica ruim para levar as crianças para o colégio. Bastante complicado”, disse.
 
O motorista Raimundo Antônio também diz que o andamento da obra foi prejudicado por causa das chuvas. “Faz um tempinho. Por conta da chuva eles atrasam o serviço. É isso mesmo. A natureza não dá trégua, não quer saber o que tem pela frente. Quando ela vem arrasta tudo. O pessoal está trabalhando, mas está difícil”.



Sérgio Ripardo 01 de Agosto de 2020