Baixa cobertura vacinal atinge a Capital e o interior do Estado

A estimativa era vacinar até 500 mil pessoas, que fazem parte do grupo prioritário. No entanto, até o período da manhã, os registros da SMS somavam 185 mil pessoas em Fortaleza

Escrito por Marcus Peixoto,

Metro

Com uma meta de vacinar, pelo menos, 90% da população alvo contra a influenza, o Ceará atingiu até esta manhã 54,34%. Fortaleza apresenta um índice ainda mais baixo, de 50%, conforme último levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Hoje, as coordenadorias de imunização do Estado e Município prometem aumentar o esforço para que haja maior interesse das pessoas, especialmente o grupo envolvendo gestantes, idosos e crianças e que, estando protegidas, não haja um surto no próximo ano de uma doença que pode levar a óbito. 

Em Fortaleza, a coordenadora municipal de imunização, Vanessa Soldateli, reconhece uma baixa cobertura na Capital, não obstante o empenho que a administração municipal vem desenvolvendo em conscientizar sobre a importância da vacinação contra a gripe. Segundo ela, não houve neste ano um surto da doença a exemplo do que aconteceu no ano passado, especialmente pelo fato de que em 2016 houve uma excelente cobertura vacinal.

Agora, conforme Vanessa, se dá o contrário. Há uma baixa cobertura, o que sinaliza para uma população desprotegida e susceptível a contrair a influenza no próximo ano, por não estar imunizada. “Ano passado, como houve o registro de vários casos, inclusive um óbito, houve maior interesse das pessoas, inclusive as mais vulneráveis que são os acamados, gestantes, idosos e crianças”, salientou.

A coordenadora municipal informou que, ao todo, são 109 postos de vacina na Capital, atendendo de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h30. A estimativa era vacinar até 500 mil pessoas, que fazem parte do grupo prioritário. No entanto, até o período da manhã, os registros da SMS somavam 185 pessoas vacinadas. “Quem ainda não se vacinou contra a gripe, tem até esta sexta-feira para ir a um posto e garantir a sua proteção.”, ressaltou.

No Estado, a coordenadora estadual de imunização, Ana Vilma Leite, igualmente admitiu a baixa cobertura, embora faça uma ressalva de que a situação do Ceará não difere da maioria dos estados brasileiros, principalmente do Nordeste, Região onde apenas Pernambuco chegou acima dos 60%. Ela reforça a necessidade de incutir sobre a imunização, que acontece apenas uma vez por ano e isso aumenta a preocupação sobre o que poderá ocorrer em 2018.