Assíduos freqüentadores comemoram os 71 anos do dono do Bar do Chaguinha

Escrito por Redação,

Metro
Legenda: Seu Chaguinha rodeado por sua clientela amiga
Foto: Miguel Portela
Um local simples e aconchegante. Este é o bar do Chaguinha, situado no coração do Benfica há exatos 46 anos. Nomes marcantes da política cearense, intelectuais, professores, estudantes e inúmeros boêmios ajudaram a escrever a história do bar, que é repleta dos tradicionais “causos”.

Um deles quem narra é Francisco Ferreira Neto (Chaguinha), proprietário do estabelecimento. Ele conta que, no Fortal de 1996, precisou viajar. “Os amigos freqüentadores fizeram um jornal em represália por eu ter fechado o bar”, afirma Chaguinha. O jornal, com as manchetes “Bar do chagas fecha, Cachaceiros se desesperam, Indústria de bebidas em pânico”, está afixado em uma das paredes. Assim, os mais céticos podem tirar qualquer dúvida sobre a veracidade dos fatos.

No último sábado, o bar estava ainda mais animado. Familiares e os assíduos freqüentadores, que compõem uma espécie de irmandade, na avaliação do professor universitário Helmo de Paula Vasconcelos, prepararam uma festa para comemorar os 71 anos de vida de Chaguinha. Não faltaram nem mesmo o bolo e a vela. Depois de cantar os parabéns para o proprietário, eles fizeram um brinde em homenagem ao aniversariante.

A heterogeneidade e a fidelidade dos clientes impressionam. “Venho no final de semana da cidade de Limoeiro só para comer o melhor carneiro de Fortaleza”, revela o bancário Jerônimo Osterne. Outro diferencial do local, segundo os freqüentadores, é o ambiente familiar. “Aqui ninguém coloca boneco e sem camisa ninguém fica”, garante o simpático Chaguinha.

Mesmo com essas regras, o bar vive lotado. “O segredo é ser amigo dos freqüentadores, além dos preços convidativos”, assegura o comerciante. Os clientes lembram que os tira-gostos servidos também contribuem para o sucesso do lugar.