Amigos e fãs visitam túmulo de Belchior em Fortaleza

Cantor e compositor cearense, morto em abril de 2017 no Rio Grande do Sul, completaria 72 anos de idade no dia 26 de outubro, quando recebeu várias homenagens

Entre as homenagens e orações de familiares e amigos que passaram pelo cemitério Parque da Paz, na manhã desta sexta-feira (2), um túmulo, localizado no setor G, quadra 11 e túmulo 17, onde estão os restos mortais do cantor e compositor cearense, Antônio Carlos Belchior, foi dos mais visitados.  A dona de casa, amiga da família do artista e sua fã, Maria do Socorro de Albuquerque, era uma das mais emocionadas. “Sempre que venho visita o jazido de meus pais, venho até aqui para acender velas e mudar as flores”, conta. 

Socorro lembra que os pais do ídolo e os seus eram amigos de infância e conviveram ainda em Sobral, distante 200 quilômetro de Fortaleza.  “Belchior nasceu lá e foi para o mundo. Um ícone de nossa música e nunca pode ser esquecido. É com muita alegria que venho visitar seu túmulo e rezar por sua alma”, afirma. 

Belchior completaria 72 anos de idade no dia 26 de outubro. Ele morreu em abril de 2017, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, recebeu diversas homenagens em Fortaleza e Sobral em comemoração ao aniversário. Shows, lançamentos de livros, exposições e outras atrações artísticas fazem parte desta programação especial com eventos gratuitos e pagos. 

O cantor e compositor foi encontrado morto em casa no domingo, em Santa Cruz do Sul (RS), aos 70 anos. Ele vivia na cidade de 126 mil habitantes do Vale do Rio Pardo, a cerca de 150 km de Porto Alegre, com a mulher, que o encontrou morto. 

Segundo amigos, o artista vivia há quatro anos em Santa Cruz do Sul – dos quais cerca de dois anos na casa onde morreu, cedida por um amigo. Belchior continuava compondo, embora não tivesse planos de fazer grandes shows ou gravar discos, e traduzia suas canções e a obra de Dante Alighieri.

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