1º dia de estação de monitoramento do ar indica boa qualidade

Equipamento foi instalado na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), na manhã de ontem, por meio de cooperação técnica firmada com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace)

Legenda: Qualidade do ar volta a ser monitorada em Fortaleza com estação móvel
Foto: FOTO: CAMILA LIMA

Levando em consideração os índices dos principais poluentes atmosféricos urbanos, as primeiras horas de funcionamento da nova estação móvel de monitoramento do ar da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) classificaram como boa a qualidade da atmosfera na Capital. O equipamento, instalado ontem na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), tem alcance de cerca de 5 km.

Entre 14h e 18h de ontem, poluentes como o Monóxido de Carbono (CO) e o Dióxido de Nitrogênio (NO2), por exemplo, apresentaram Índice da Qualidade do Ar (IQAR) - com mínimas variações no período - de 2,5 e 3,3, respectivamente, ou seja, considerados seguros à saúde. O ozônio, por sua vez, formado a partir da emissão dos demais poluentes, apresentou IQAR entre 14,8 e 16,3, resultados também considerados bons.

A instalação do equipamento faz parte de um acordo de cooperação técnica entre UFC e Semace, firmado também ontem, para a realização do projeto "Monitoramento da Qualidade do Ar do Estado do Ceará (MQAr/CE)". O objetivo é verificar a qualidade da atmosfera no Estado, além de qualificar e quantificar espacial e temporalmente a dispersão de seus poluentes.

Segundo o professor do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC, Ronaldo Stefanutti, a cooperação com o órgão estadual deve durar quatro anos, período suficiente para análise dos dados coletados, que devem nortear a criação de políticas públicas de legislação. "Se observarmos uma determinada região que está com o fator de poluição muito elevado, vamos estudar as causas e tentar minimizar esses efeitos. A Semace vai entrar com seu poder de fiscalização para autuar, se for o caso das empresas, ou influenciar uma política pública para mudar uma direção de tráfego de veículos", exemplifica.

A estação colherá dados em 24 pontos do Estado nos próximos dois anos. Os locais serão escolhidos pelo número de denúncias de poluição atmosférica recebidas pela Semace; vulnerabilidade da área à contaminação por efluentes gasosos, como zonas industriais; além da representatividade no território cearense.

Carência

O novo equipamento chega após Fortaleza passar pelo menos 12 anos sem uma estação de monitoramento. As últimas haviam sido desativadas em 2007. Ainda segundo o professor Ronaldo Stefanutti, a ideia é que outros pontos da cidade sejam monitorados pela estação, como o campus do Pici e a área próxima às avenidas Antônio Sales e Desembargador Moreira.

"A única restrição que temos para alocar o equipamento é que ele precisa ter energia elétrica suficiente e segurança. Temos que verificar se o ponto de instalação é adequado e atende a critérios mínimos para fazer a captação do ar. Pois, às vezes, por exemplo, você coloca num ponto com bloqueio das direções do fluxo de ar, então deixa de ser representativo na região".

 

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