Witzel autoriza volta dos jogos de futebol sem torcida no Rio de Janeiro

A liberação ocorreu justamente no dia em que se chegou a 6.473 mortes por Covid-19 e 63.066 casos

Legenda: Final da Taça Rio será disputada no Maracanã
Foto: Mauro Pimentel/AFP

O passo que faltava para a volta do Campeonato Carioca de futebol foi dado neste sábado (6) após novo decreto do governador Wilson Witzel (PSC), que determinou reabetura gradual das atividades, incluir o futebol. 

O decreto foi publicado no fim da noite de sexta no Diário Oficial e inclui também alguns setores do comércio e da indústria, assim como também a prática de esportes em alto rendimento desde que realizados sem público e respeitando os protocolos de higienização. As partidas de futebol, portanto, terão portões fechados. Se pudessem ser disputadas, as partidas já teriam autorização para ocorrer neste sábado (6).

A liberação ocorreu justamente no dia em que se chegou a 6.473 mortes por Covid-19 e 63.066 casos confirmados no estado. Segundo o governo fluminense, as decisões foram tomadas com base em suposta redução do número de casos.

O funcionamento dos parques, para a prática de esportes, também está permitido, desde que não haja aglomeração. Ficam autorizadas as atividades esportivas individuais ao ar livre, inclusive em praias e lagoas, preferencialmente próximo à residência.

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) já havia convocado os clubes da primeira divisão do Estadual para a reunião virtual do Conselho Arbitral neste sábado.

Os clubes ainda não se pronunciaram sobre a decisão do governo do Rio. Flamengo e Vasco se mostraram favoráveis à retomada das partidas, enquanto que Botafogo e Fluminense são contrários ao retorno do futebol neste momento em que a pandemia continua avançando no País.

Na última segunda-feira, a prefeitura do Rio anunciou medidas de flexibilização do isolamento social que preveem a permissão de jogos de futebol com 1/3 do público a partir de julho. O anúncio foi feito pelo prefeito Marcelo Crivella, mas essas normas poderão ser reavaliadas dependendo do número de casos de coronavírus.