Wilton Bezerra: "Fortaleza foi superior ao Cruzeiro, mesmo reduzido a dez jogadores"

Comentarista do Sistema Verdes Mares (SVM) analisa triunfo leonino sobre o time mineiro por 2 a 1, nesta quarta-feira (12)

Legenda: Tricolor superou uma expulsão na etapa final para conquistar os três pontos se afastar da Copa América
Foto: Foto: JL Rosa / SVM

Superação não é lugar comum, nem palavra gasta, quando se faz referência ao Fortaleza. Sem titulares importantes como Roger Carvalho, Edinho e Osvaldo, além de desgaste fisico de uma maratona de jogos e, ainda por cima, sofrendo com uma arbitragem de dois pesos e duas medidas,  o Leão devorou a Raposa.

Venceu por 2 a 1, com justiça, por obra e graça, também, de um meia-atacante, André Luis, que iluminado, marcou dois gols de cabeça.

O Fortaleza foi superior ao Cruzeiro, mesmo reduzido a dez jogadores, a partir dos 19 minutos do segundo tempo, por tirar das entranhas uma força que só os jogadores podem explicar melhor. Nem mesmo nos momentos de aperto, enfrentados quando Felipe Alves teve que fazer uma defesa metafísica numa cabeçada de Dedé, o Fortaleza deixou de fustigar o adversário mineiro.

Logo após esse lance, Carlinhos conduziu o contra-ataque que se seguiu à defesa parcial de Fábio e à finalização de Dodô, na rede, pelo lado de fora.

Nas modificações, as entradas de Mateus Alessandro. Tinga e Derley deveram-se à renovação de oxigênio. Comparando setores: defesa, os lados e meio-campo, o Fortaleza rendeu mais que o Cruzeiro, pesando-se todos os contratempos. 

Lamentar apenas que a pista de gelo em que se transformou o campo de jogo do Castelão tenha contribuído para passes errados e jogadas mal terminadas. Foi uma vitória providencial que afastou o tricolor da zona de rebaixamento. Até depois da Copa América.

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Redação 01 de Dezembro de 2020