Wilton Bezerra brinca com vídeo que viralizou: "Sou torcedor mesmo é do nosso futebol cearense"

Comentarista do SVM vibrou com segundo pênalti defendido por Felipe Alves, em Atlético/MG X Fortaleza. Em 2017, ele também comemorou gol do Ceará contra o Londrina, pela Copa do Brasil

Legenda: Comentarista vibra após marcação polêmica de pênalti, que teve de ser repetido, terminar com defesa do goleiro Felipe Alves
Foto: Foto: Reprodução

Respeitado e conhecido pela firmeza das opiniões na crônica esportiva cearense, o comentarista do Sistema Verdes Mares, Wilton Bezerra, comentou o vídeo que viralizou nas redes sociais em que ele vibra com o segundo pênalti defendido por Felipe Alves, no empate do Fortaleza contra o Atlético/MG. 

Em cenário de polêmicas do VAR contra o esporte local, o Tricolor arrancou empate contra o Galo em Minas Gerais. Em 2017, Wilton Bezerra também foi hit nas redes sociais ao comemorar gol de Arthur Cabral, no último último minuto do jogo contra o Londrina, pela Copa do Brasil daquele ano. Sobre os eventos, o comentarista falou em rede social:

"Muita gente me pergunta para qual time torço. Alguns até chegam a ter certeza. 'É Ceará', ou 'É Fortaleza', são as 'acusações' mais comuns. Poucos acreditam que meu time do coração mesmo é o Guarani de Juazeiro. Lembrando que ao cronista não é proibido torcer, mas sim distorcer, não posso esconder que, fim das contas, sou torcedor mesmo é do nosso futebol cearense"

Sobre o tema, Wilton também fez um comentário:

"A propósito de torcer nas jornadas esportivas e, mais precisamente, pelos clubes que nos representam na Série A do Brasileirão, seguem, abaixo, algumas linhas que publiquei, em outubro de 2017, no blog do jornalista Roberto Moreira, com algumas atualizações:

'O cronista esportivo é levado ao futebol, geralmente, pela paixão por um clube.

Todo profissional da comunicação futebolística tem o direito de torcer, sim, pelo time de sua predileção.

Mas, o cronista que se preza não pode distorcer os fatos em nome de sua paixão.

Precisa trabalhar, sempre, com a verossimilhança. Buscar a objetividade na análise, no repasse da informação, na triagem dos fatos verdadeiramente relevantes.

Quem torce pelo microfone não reúne condições básicas para melhor observar os acontecimentos.

Não estou falando de neutralidade. Ninguém é neutro.

Tem que ter isenção. E isso é diferente.

O procedimento contrário a esse princípio embola a percepção sobre o jogo. Em geral, acaba por misturar trabalho e sentimento em doses nada razoáveis.

O cronista tem de conhecer o seu lugar. Nunca se colocar como mais importante do que a profissão e os fatos.

Precisa entender, sempre, que quem chancela o seu trabalho é o ouvinte.

Costumo repetir que o valor de mercado do comentarista esportivo, por exemplo, está na sua credibilidade.

Ele não pode verberar somente sobre assuntos que lhe interessam, personagens que afeiçoam ou temas que lhe comovem.

É desalentador quando se ouve sobre um comunicador: “Mais parece um torcedor embriagado com o microfone na mão”. Li e ouvi isso, mais de uma vez.

Vibrar com o futebol e aquilo que o espetáculo é capaz de proporcionar, independentemente do clube ou das minhas preferências, é o que  ainda me fascina.

No dia em que essa chama ameace se apagar, é porque está na hora de parar a cena. Até porque as cortinas do palco cairão por cima, de maneira inapelável.

Fica o recado. Talvez, útil'."