Wellington Paulista avalia calendário e partidas sem torcida: “Vai parecer um jogo amistoso"

Em 2020, atacante do Fortaleza entrou em campo 11 vezes e marcou três gols

Legenda: Com 36 anos, Wellington Paulista é um dos líderes do elenco tricolor
Foto: Bruno Oliveira / Fortaleza

Os atletas do Fortaleza retomaram os treinos presenciais em junho e ainda aguardam uma definição sobre o retorno das competições. Líder do elenco e um dos mais experientes, o atacante Wellington Paulista cobrou dedicação para enfrentar a maratona de jogos que se aproxima.

“A gente começa um ano sabendo onde e quando vai terminar. Esse ano, acho que se a gente tiver umas férias, vai ser de curto tempo, parecido com a Europa, só Natal e Ano-Novo. É saber que esse ano é atípico e se propor a ajudar (o clube). Ficamos muito tempo parado e o calendário tem que se espremer para a gente jogar. Se souber como jogar e treinar, vai conseguir”, explica.

Legenda: Conhecido como WP9, o atacante tem 36 anos e ainda é o mais perigoso do Fortaleza
Foto: Thiago Gadelha / SVM

Na atual temporada, o centroavante entrou em campo 11 vezes, somando três gols. Aos 36 anos, ressaltou estar em boa forma física e pediu motivação nos duelos sem torcida - medida adotada durante a pandemia de Covid-19.

“Não temos noção de quando voltar a jogar, de quando fizer um gol, ou qual vai ser a emoção do momento. Vai parecer um jogo amistoso, depender da nossa motivação, do nosso querer se motivar. E quando não tem torcida, um campo neutro, depende muito da gente, como vamos nos motivar no campo de jogo. Temos que entrar motivados para suprir essas ausências”.

Para a sequência do calendário, o clube tem pela frente o Estadual e a Copa do Nordeste, além dos inícios de Série A do Brasileiro e Copa do Brasil. Apesar do volume de torneios, o governador Camilo Santana (PT) reforçou que não há data para a autorização de partidas de futebol no Estado.

Confira outros pontos da entrevista

Receita para a temporada
“A receita do sucesso foi o companheirismo. A gente sabe que a disputa interna é bem acirrada, da capacidade técnica de todo mundo, e o Rogério (Ceni), com o revezamento, nem todo mundo tem vaga garantida. Então tem que mostrar futebol todo momento e a receita é trabalho e companheirismo, se não tivesse confiado não tinha chegado onde chegou”.

Rotina de treinos
“Fisicamente, estou muito bem. Na pandemia, arrumei um campo de futebol e eu, Osvaldo e o Ederson treinamos separados no campo de futebol da casa dele. A gente só descansava no sábado e domingo, e conseguimos treinar, continuar fisicamente bem, e voltar com os treinos presenciais sem sentir tanto na parte física”.

Reflexão na pandemia
“Nesse tempo de pandemia, acho que a família ajuda bastante e eu particularmente fiquei em casa esses dias com a minha esposa, ela me ajudou muito com essa parte de socialização. A gente aprende muita coisa e acaba ajudando, aprimorando o psicológico, tendo discernimento, sabendo o que tem que fazer quando sair de casa. Espero que eu consiga corresponder muito bem”.