Silvana Lima está perto da classificação para a Olimpíada de Tóquio

Experiente surfista cearense ocupa a 13ª posição no ranking do Circuito Mundial de Surfe, e é uma das duas brasileiras que vêm assegurando vaga direta na primeira participação do esporte no programa olímpico

Legenda: Silvana Lima está próxima da Olimpíada de Tóquio 2020
Foto: Tatai

As mulheres seguem dropando todas as ondas do surfe pelo mundo. De olho na disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, as surfistas brasileiras vêm se destacando nas principais competições da modalidade. E uma delas é do Ceará: trata-se da veterana Silvana Lima, ou Silvaninha, natural de Paracuru, no litoral oeste do Estado.

Aos 34 anos, a surfista é uma das esperanças de medalha em Tóquio 2020. Nas competições que antecedem a Olimpíada, Silvaninha vem subindo no pódio. O resultado positivo mais recente ocorreu na última segunda-feira, com a cearense conquistando a prata nos Jogos Mundiais da Associação Internacional de Surfe (ISA). O ouro ficou com a peruana Sofía Mulánovich, de 36 anos.

"Estou super feliz por ter representado meu país Brasil, esse evento foi incrível! Fiquei em segundo lugar, muito feliz, agradeço a Deus por tudo e a todos da minha torcida. Meus parabéns para as outras meninas que também arrebentaram no surfe", declarou a surfista na rede social Instagram.

Ainda na disputa do Mundial de Surfe, a atleta vem ganhando posições no ranking. Atualmente na 13ª colocação, Silvana Lima pode ser uma das primeiras brasileiras a disputar o esporte como modalidade olímpica. Apesar de complexo, o sistema de classificação pode beneficiar a surfista. Mesmo com o vice-campeonato no Jogos Mundiais, a cearense está assegurando uma das vagas por ser a segunda melhor brasileira classificada no Circuito Mundial.

Vagas favoráveis

A primeira disputa do surfe em uma edição de Olimpíada contará com 40 atletas: 20 homens e 20 mulheres. Cada país tem direito de levar no máximo quatro surfistas - dois do sexo masculino e dois do sexo feminino. Para isso, são levadas em consideração quatro competições que servem como classificatória para a vaga olímpica.

Dentro dos torneios (Circuito Mundial de Surfe de 2019, Jogos Mundiais de Surfe de 2019 e 2020 e Jogos Pan-Americanos de Lima de 2019), haverá a seguinte disposição de vagas: 1º - os 10 primeiros homens e as oito primeiras mulheres elegíveis do Circuito Mundial de Surfe de 2019; 2º - os quatro primeiros homens e as seis primeiras mulheres elegíveis nos Jogos Mundiais de Surfe de 2020; 3º - os quatro primeiros homens e as quatro primeiras mulheres, um de cada continente (exceto as Américas), elegíveis nos Jogos Mundiais de Surfe de 2019; 4º - o primeiro homem e a primeira mulher elegível no Jogos Pan-Americanos de Lima de 2019.

Ainda há uma quinta forma de classificação, destinada exclusivamente para surfistas japoneses que não consigam vaga através das outras competições que disputem.

As competições são hierarquizadas, e funcionam como classificatória decrescente para a Olimpíada. Neste momento, Silvaninha é uma das duas surfistas brasileiras que vem garantindo vaga em Tóquio. A conhecida havaiana-gaúcha Tatiana Weston-Webb é a oitava colocada no ranking geral do Circuito Mundial, e está ficando com a primeira vaga.

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