"Se é pra ficar com medo de jogar, o que viemos fazer aqui?", cobra Quixadá após 9 jogos sem vencer

"Se é pra chegar na Série A e ficar com medo de jogar, o que viemos fazer aqui?", questiona Juninho Quixadá em coletiva nesta segunda-feira (7)

Legenda: Atacante não entrava em campo desde julho, quando Internacional venceu o Vovô
Foto: Foto: Kid Junior

A pressão em Porangabuçu só aumenta para o restante do Brasileirão. Após a derrota deste domingo (6) para o Goiás por 1 a 0 na Arena Castelão, o Ceará chega à preocupante sequência de 9 jogos sem vencer. Juninho Quixadá, que se recuperava de lesão, entrou no 2º tempo da partida válida pela 23ª rodada e deu mais qualidade ao setor ofensivo alvinegro, mas não conseguiu mudar o panorama final do jogo.

"Não é um momento bom. Quando cheguei ano passado, tava parecido, mas agora é um pouco melhor. Temos que falar o mínimo possível. Não são as palavras que vão nos tirar dessa situação. Fiquei feliz de ter voltado e atuado bem, ir pra cima. Pena que falhei nas minhas conclusões", falou o jogador, que não atuava desde 27 de julho, quando entrou durante derrota para o Internacional.

Em 2019, foram somente 4 jogos com o atacante de 33 anos em campo, sendo 2 na Copa Fares Lopes. Com dores no quadril desde o fim da temporada passada, Quixadá afirma que o confronto contra o Goiás foi uma vitória pessoal pelo simples fato de não sentir mais incômodo físico no gramado.

"Ontem foi uma das poucas vezes no ano que cheguei sem sentir nada. Pra mim é um avanço muito grande. As dores me atrapalharam muito por não conseguir dar sequência ao trabalho. Procuro ver as coisas de uma forma centrada. Não sou muito otimista, pois isso já me trouxe muita frustração. Procuro me empenhar no trabalho pra me preparar da melhor maneira possível e corresponder dentro do campo não só pelo o que vocês esperam, mas pro que eu espero de mim também", contou Juninho.

O atleta cobrou a equipe por uma reação no Campeonato e espera contribuir mais durante as 15 partidas restantes.

"Se é pra chegar na Série A pra ficar com medo de jogar, o que viemos fazer aqui? Vamos tentar, como estamos fazendo", cobrou Quixadá.

Titular e capitão do Vovô na derrota deste domingo, Ricardinho acredita que o retorno do camisa 21 dá mais qualidade ao elenco alvinegro para a disputa do Brasileirão.

"Um cara que sabe jogar entrelinhas. A gente espera que ele consiga buscar o seu melhor fisicamente. Começou desde ontem podendo ajudar. É uma peça fundamental que fez muita diferença ano passado. O Quixadá só não fez o gol pela questão de não estar jogando mesmo", disse o camisa 8.

"Ontem, infelizmente, não entrou. Vejo que é o detalhe da finalização. Creio que isso vai acabar uma hora e tem que ser o quanto antes porque tá afunilando o Campeonato. Ainda dependemos somente da gente. Esse é o lado bom", afirmou o capitão durante a coletiva.

O próximo adversário do Ceará é o Grêmio, nesta quarta-feira (9), às 21h, no Centenário. No 1º turno, o Alvinegro derrotou o Imortal na capital cearense e Ricardinho crê numa reação no Brasileiro com uma possível vitória sobre o time de Renato Gaúcho.

"Diante do Grêmio, que tem um estilo de jogar de muitos anos, de posse, de velocidade, é difícil. Vencemos eles aqui no 1º turno e vai ser outro jogo lá. Precisamos ver como o professor Adilson vai querer jogar, talvez esperando um pouco mais, saindo pelos espaços. Às vezes são esses jogos pra conseguir um grande resultado e voltar a confiança. Jogo mais importante da vida pra nós é o próximo e vamos procurar a vitória", concluiu o meio-campista.