Organização da Copa do Catar 2022 vai cortar gastos

As perdas de empregos, que ainda não foram anunciadas, seguem a política de redução de pessoal realizado em empresas estatais.

Legenda: Os organizadores da Copa do Mundo do Catar de 2022 planejam implantar um plano de corte de empregos
Foto: AFP

Os organizadores da Copa do Mundo do Catar de 2022 planejam implantar um plano de corte de empregos no momento em que o emirado rico em gás reduz as despesas devido à crise econômica ligada ao novo coronavírus, disseram várias fontes à AFP. 

As perdas de empregos, que ainda não foram anunciadas, seguem a política de redução de pessoal realizado em empresas estatais. 

O órgão governamental conhecido como Comitê Supremo, responsável pelo torneio, emprega diretamente 550 pessoas (nacionais e estrangeiros), mas supervisiona o trabalho de dezenas de milhares de empreendedores.

"O Comitê Supremo iniciou recentemente um processo interno para avaliar a força de trabalho atual e está comprometido com um exercício de gestão orçamentária e eficiência operacional no contexto dessa transição", afirmou a organização em uma declaração dada à AFP nesta segunda-feira.

Os organizadores não confirmaram quantos postos de trabalho serão cortados ou o montante a ser economizado. 

Uma fonte industrial relacionada a uma grande empresa de engenharia envolvida na construção de um dos sete estádios da Copa do Mundo de 2022 disse à AFP que um certo número de funcionários da empresa foi demitido. 

Apesar do impacto da COVID-19 nas obras, que diminuíram devido ao distanciamento física, os responsáveis insistem que os preparativos estão em andamento e que 85% de toda a infraestrutura do torneio está concluída.

Esses dirigentes confirmaram que mais de 1.100 casos de contágio foram detectados entre os trabalhadores dos projetos do torneio e houve pelo menos uma morte. 

O Catar superou os 100.000 casos positivos de COVID-19 na segunda-feira e tem uma das maiores taxas de infecção por número de habitantes do mundo, com 3,65% da população infectada, de um total de 2,75 milhões de habitantes. Cerca de 94.000 desses pacientes se recuperaram, mas 133 morreram. 

A economia do país, um grande exportador de gás, foi afetada pela desaceleração da economia mundial e pelo colapso dos preços das fontes de energia. 


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