O poder de reação do Ceará

Foto: Foto: Thiago Gadelha

O Ceará ganhou do Corinthians e do Flamengo, os dois maiores times de massa do Brasil. Hoje encara o Fluminense. Pela lógica, tem condições de ganhar também. Problema é que a campanha do Vozão fora de casa não é boa, apesar dos estádios vazios. Teoricamente, estádio sem público deveria ser campo neutro. Mas não tem sido assim pelo menos para o Ceará. Os mandantes sabem os atalhos. Tiram daí a diferença. O Fluminense está bem (5º lugar), mirando o G-4. Há cinco jogos não perde. Sua última derrota aconteceu no dia 20 de setembro quando, na Ilha do Retiro, perdeu para o Sport (1 x 0). Depois disso, goleou (4 x 0) o Coritiba, empatou com o Botafogo (1 x 1), ganhou do Goiás em Goiânia (2 x 4), ganhou (1 x 0) do Bahia no Rio e empatou (1 x 1) com o líder Atlético no Mineirão. O problema na lateral-direita do Ceará, com a ausência de Samuel Xavier e de seu substituto Eduardo, quebra a força de apoio pela direita. A ausência de Luís Otávio é mais fácil de contornar. Ainda bem o time tem sabido superar dificuldades, mesmo quando submetido a várias improvisações. Diante do Palmeiras, quando teve de jogar sem cinco titulares, mostrou raro poder de reação. Isso anima para hoje.

Jogou aqui

O técnico do Fluminense, Odair Hellman, jogou no Uniclinic em 2007. Disputou o Campeonato Cearense daquele ano pelo clube da Lagoa Redonda. Tenho vaga lembrança dele. Aliás, lembro mais pelo nome, bem diferente, que pelo desempenho. O pesquisador Eugênio Fonseca mandou-me o registro da passagem do agora treinador do Tricolor das Laranjeiras, Odair Hellmam, pelo Uniclinic naquela competição local.

Treinador

O nome mais cobiçado do futebol brasileiro, no momento, é do técnico Rogério Ceni. Isso é bom. Na minha avaliação, há justos motivos para tamanha preferência. Rogério não se prende a modelos rígidos. Inova com responsabilidade. Assume riscos calculados, sem precipitações. E sabe explorar muito bem as qualidades dos atletas que com ele trabalham.

Brasileiro

Eu não sou xenófobo. O mundo é para todos. Admiro treinadores como o português Jorge Jesus que fez belo trabalho no Flamengo. Está aí brilhando no Atlético-MG o argentino Jorge Sampaoli. Sou fã do trabalho de Guardiola. Mas não admito quando querem estabelecer que eles são melhores que os técnicos brasileiros.

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