Nova formação alvinegra estará à prova hoje

Guto Ferreira vive o dilema entre manter a formação mais cautelosa que deu certo contra o Fortaleza, ou deixar o time mais ofensivo para o primeiro jogo da decisão contra o Bahia

Legenda: Técnico do Ceará tem desfalque do volante Charles contra o Bahia
Foto: Felipe Santos/Cearasc.com

Para chegar na decisão da Copa do Nordeste, o Ceará se repaginou como time. O técnico Guto Ferreira, em seu 6º jogo no comando do Vovô, encontrou um esboço de time mais equilibrado, que agradou mais pela postura tática, superando o Fortaleza de Rogério Ceni, por 1 a 0, em jogo único das semifinais.

Naquela partida, o Alvinegro fez um jogo taticamente quase perfeito, e com um time mais forte fisicamente, ganhou o duelo tático contra o maior rival. O mérito, todo de Guto Ferreira, que achou uma formação com praticamente três volantes: Charles, absoluto e dono do meio-campo; Fabinho, novidade no lugar de Ricardinho; e Fernando Sobral, fazendo a linha de meio-campo como 3º volante incansável.

O trio permitiu ao time se defender melhor e sair em rápidos contra-ataques, com os dois laterais, Samuel e Bruno Pacheco, além do meia Vinícius, e do velocista Rick. Na frente, Cléber fez o pivô e iniciou muitos ataques.

A pergunta que se faz para as finais é: Guto deve manter a formação diante do Bahia nos dois jogos que terá ou mudará a formação, já que afirmou tê-la utilizado por estratégia para o jogo contra o Fortaleza em particular?

Guto certamente analisou a formação do Bahia para definir se mantém o estilo de seu time ou o modifica.

A troca mais provável é contar com a experiência de Rafael Sóbis logo de início de jogo, no lugar de Cléber.

Assim, Guto ganharia mais poder de finalização e qualidade no passe, mas perderia o pivô e a melhor presença de área de Cléber.

No meio-campo, a volta de Ricardinho, apesar da qualidade dele nos passes e bola parada, é improvável, por Fabinho ter encaixado tão bem ao lado de Charles e Fernando Sobral.

Se levarmos em conta a formação do Bahia, um time com melhor meio-campo que o Fortaleza pela presença do meia armador Rodriguinho, mas menos veloz, por ter apenas Élber como velocista, Guto não teria problemas em manter a formação.

No mais, é aproveitar os contra-ataques, coisa que o time não fez diante do Fortaleza, já que o quarteto defensivo do Bahia, formado por Capixaba, Juninho, Lucas Fonseca e João Pedro não está no nível dos jogadores de frente.