Naomi Osaka não disputará Torneio de Wimbledon e prioriza Jogos Olímpicos em casa

A atleta do Japão está com a família e os amigos em preparação para as Olimpíadas de Tóquio

Naomi Osaka comemora em jogo de tênis
Legenda: A japonesa Naomi Osaka tem 23 anos e quatro títulos de Grand Slam na carreira
Foto: William West / AFP

Pouco mais de duas semanas depois de abandonar a disputa de Roland Garros por questões relacionadas à sua saúde mental, Naomi Osaka anunciou nesta quinta-feira (17) que também não vai jogar em Wimbledon. O Grand Slam em Londres começa no próximo dia 28, mas a prioridade da tenista japonesa a partir de agora será a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

"Naomi não vai jogar em Wimbledon este ano. Ela está passando algum tempo com a família e amigos e estará pronta para a Olimpíada, animada para jogar para os fãs em seu país", disse um breve comunicado oficial emitido pela equipe. A japonesa já era dúvida para Wimbledon desde que anunciou a desistência do WTA 500 de Berlim, que ocorre nesta semana na Alemanha.

Em três participações anteriores no Grand Slam londrino, Osaka nunca passou da terceira rodada. Na edição mais recente do torneio, disputada ainda em 2019, a japonesa, atual número 2 do ranking da WTA, foi eliminada ainda na rodada de estreia.

Após a desistência da jogadora, a direção de Wimbledon também emitiu um comunicado de apoio. "Você fará muita falta, Naomi Osaka. Desejamos a você tudo de melhor em casa e na Olimpíada e esperamos recebê-la de volta no próximo ano".

Punição para Naomi Osaka

Vencedora de quatro títulos de Grand Slam, Osaka está com 23 anos e anunciou antes de Roland Garros que não participaria das entrevistas durante o torneio. Isso rendeu uma multa de US$ 15 mil (mais de R$ 75 mil) após a primeira rodada em Paris e uma ameaça de novas sanções, que incluiriam a desclassificação e suspensão dos próximos Grand Slam.

No dia seguinte, Osaka fez um novo pronunciamento nas redes sociais em que revelou sofrer de crises de depressão desde a conquista do US Open de 2018. Afirmou ainda que ficaria um tempo longe das quadras, mas que espera poder voltar ao circuito profissional em breve para discutir com dirigentes regras que tornem o ambiente mais saudável.

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