"Não tem mais pra onde correr", diz Ceni sobre contratações após lesão de Osvaldo

Apesar da vitória contra o Avaí, o Leão do Pici perdeu outra peça importante do setor ofensivo. André Luis também saiu machucado

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Foto: Foto: JL Rosa

Após a vitória do Fortaleza em casa diante do Avaí, o técnico Rogério Ceni foi firme ao analisar o desempenho de sua equipe na volta da Série A do Campeonato Brasileiro. Para o comandante tricolor, foi um grande resultado contra um oponente direto apesar da atuação tricolor abaixo da média.

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"Acho que o jogo foi definido somente após o segundo gol. Reconheço que não fizemos uma grande partida. É importante vencer um adversário direto, um que veio da Série B como a gente", disse Ceni.

Ainda no primeiro tempo, Osvaldo sentiu a panturrilha esquerda e deixou o campo para a entrada de Kieza. O camisa 11 sai com frequência durante a segunda etapa por cansaço físico, mas dessa vez o desconforto foi muscular. A situação do atacante preocupa o treinador por conta da falta de peças de reposição no elenco.

"90 minutos é um pouco puxado pra ele. É uma pena que não tenhamos mais jogadores características de sua posição no elenco. Tenho que poupar ao máximo meus jogadores de lado. Sabemos que as peças são curtas. Agora não tem mais pra onde correr. Temos que ir atrás de jogadores para treiná-los para entender o esquema o mais rápido possível e ajudar a gente. Espero que pelo menos uma contratação esteja concretizada até terça-feira. Estamos em negociação avançada por um jogador de lado de ataque, de acordo com o presidente", falou o técnico na esperança de reforços urgentes.

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O Tricolor cearense levou 13 gols nas 10 rodadas, sendo a terceira pior defesa ao lado do Avaí, lanterna da competição. Para Ceni, o número não é tão preocupante.

"Pra um time menor no Campeonato, não é um número tão elevado. Dentro das dificuldades que enfrentamos, é um sistema que funciona. Muita dedicação dos volantes, dos atacantes. É um time consistente", disse o comandante.

Autor de dois gols, Wellington Paulista fez mais do que balançar as redes. O atacante, como de costume, voltou muito para o meio de campo na tentativa de contribuir com a criação de jogadas. Para Ceni, é necessário no futebol moderno que essa movimentação ocorra.

"Ele é um 9 que me ajuda na construção de jogadas, como o André. Não temos um 10, então fazemos esse processo com dois 9. Ele é importante independente dos gols. No futebol, você precisa ter uma doação no jogo", falou o treinador.

O Atlético Mineiro é o próximo adversário do Leão do Pici. O jogo da 11ª rodada do Brasileirão ocorre no Independência, às 16h do domingo (21).

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