"Não foi o que pedimos, mas já é uma ajuda", diz presidente do Ferroviário

O pedido dos clubes da Série C do Campeonato Brasileiro, inicialmente, era de seis parcelas de R$ 250 mil para cada

Legenda: Newton Filho, presidente do Ferroviário
Foto: Foto: Thiago Gadelha

A medida da CBF em garantir suporte financeiro aos clubes que disputam as séries C e D do Campeonato Brasileiro ainda não é a considerada ideal pela maioria dos clubes, embora seja vista como um alento. Em entrevista ao Diário do Nordeste, o presidente do Ferroviário, Newton Filho, falou sobre a medida.

"Esse auxílio não foi o que pedimos, mas já é uma ajuda no momento que estamos vivendo. Mostra uma ação da CBF reconhecendo o momento difícil que o futebol vive", disse o mandatário coral.

O pedido dos clubes da Série C do Campeonato Brasileiro, inicialmente, era de seis parcelas de R$ 250 mil para cada.

O pagamento de uma única parcela de R$ 200 mil serve para auxiliar nos gastos emergenciais, mas não é capaz de assegurar um suporte por muito tempo.

No caso do Ferroviário, por exemplo, juntando folha salarial do elenco, da comissão técnica, de funcionários e todos os outros gastos, o custo operacional mensal é de aproximadamente R$ 350 mil.

Há a expectativa que a CBF possa, além deste apoio financeiro inicial, analisar outras formas de auxílio aos clubes.

A proposta
Em carta, com o pedido unânime, os clubes da Série C do Campeonato Brasileiro pediram R$ 250 mil por mês, para cada um, durante a paralisação das atividades – ao todo, uma ajuda de R$ 5 milhões/mês. Como o pedido visa um período de 3 a 6 meses, o aporte ficaria entre R$ 15 mi e R$ 30 milhões. O documento foi protocolado em 2 de abril.