Ministério aprova torcida; Estado abre diálogo, mas não define prazo

CBF conseguiu sinal verde junto ao Ministério da Saúde para liberar a volta das torcidas nos estádios de futebol no Brasil. No Ceará, Governo do Estado está disponível para realizar debate junto aos clubes

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Foto: THIAGO GADELHA

O movimento mais concreto, até o momento, pela volta das torcidas nos estádios de futebol brasileiros ocorreu ontem. O Ministério da Saúde aprovou estudo entregue pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que traça plano de retorno do público para as arenas esportivas.

Apesar do processo ter avançado, a entidade não se manifestou sobre os próximos passos, nem as decisões que tomará a partir de agora. A Prefeitura do Rio de Janeiro autorizou a realização de partidas no Estádio Maracanã com 30% da capacidade de público, mesma quantidade prevista no estudo entregue ao Ministério da Saúde. No entanto, somente a entidade de futebol poderá bater o martelo sobre a liberação, caso obtenha aval das autoridades sanitárias municipais e estaduais.

No Ceará

Em estágio ainda embrionário, a discussão sobre retorno de torcida nos estádios cearenses não teve conversas iniciadas. Porém, pela primeira vez, o secretário executivo de Planejamento e Orçamento da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e coordenador do Plano de Retomada das Atividades Econômicas do Ceará, Flávio Ataliba, confirmou que a aprovação do documento no Ministério pode ser um ponto de partida para a discussão do retorno em solo estadual.

"Esse estudo, de alguma forma, dá o pontapé o inicial para enfrentar essa discussão no território brasileiro. Foi de alguma forma validado pelo Ministério da Saúde. Isso já ajuda a iniciar um processo de discussão. Até então estamos muito focados na pauta da Educação, mas esse debate da torcida dos estádios iria chegar no momento adequado. Como se tem agora esse estudo que orienta a CBF. A partir daí se inicia uma discussão mais objetiva sobre o tema", explicou.

Alinhamento

Para Ataliba, é fundamental que exista uma uniformidade entre os protocolos e uma liberação conjunta para que o torcedor tenha o mesmo procedimento em todos os estados.

"Era importante que todos os protocolos também fossem, no máximo possível, únicos, de todos os estados e municípios. A gente sabe que a responsabilidade de elaborar os protocolos é dos estados e municípios também. Para que não haja muita diferenciação, era fundamental homogeneizar os protocolos", avaliou o gestor estadual.

Prazo

Sobre uma possível previsão de retorno no Estado, Ataliba acredita que não há como definir em primeiro momento. "Pelo próprio conteúdo do documento, aprovado pelo Ministério da Saúde, é pensado para outubro. Não sei se em outubro nós teremos todos os elementos já alinhados para iniciar. Essa decisão sempre é tomada pelo comitê que o governador (Camilo Santana) preside. Iniciar uma discussão não tem problema nenhum, mas uma definição de prazo vai depender de todo alinhamento com a CBF e questões locais. Agora estamos muito focados e preocupados com o retorno das escolas", disse.

A reportagem procurou representantes de Ceará e Fortaleza, além da Federação Cearense de Futebol (FCF) para comentar o tema, mas não teve resposta até o fechamento desta matéria.

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