Malcom nega deixar Zenit após atos racistas e cogita jogar pela Rússia

Atacante afirmou estar feliz no novo clube, mesmo com os protestos de parte da torcida

Legenda: Malcom também elogiou o técnico Tite, relembrando os tempos de Corinthians
Foto: Foto: divulgação

O brasileiro Malcom concedeu entrevista ao site russo "Sport24" para falar sobre os primeiros dias como atleta do Zenit e dos atos racistas feitos por parte da torcida do clube. De acordo com o atleta, não existe qualquer chance de deixar a Rússia após as manifestações.

"Eu quero ficar no Zenit e cumprir meu contrato, fazer história. O que eles falam no Brasil é uma mentira. Eu estou feliz no Zenit, esse é um momento importante para mim", afirmou.

A resposta de Malcom contradiz as informações de que poderia estar de saída após parte da torcida do Zenit estender a faixa: "Obrigado à direção por se manter leal às nossas tradições". A manifestação sarcástica foi feita logo na estreia do brasileiro e faz referência à tradição do clube de não contratar negros.

Além de se dizer feliz no Zenit, o jogador ainda deixou em aberto a possibilidade de se naturalizar e defender a seleção russa caso não jogue pelo Brasil. "Não sei, tudo pode acontecer. Se o Brasil não me chamar e a Rússia mostrar interesse, tudo pode acontecer", declarou. Durante a entrevista, o brasileiro ainda falou sobre a relação com Tite, com quem trabalhou nos tempos de Corinthians.

"Naquele momento, tivemos um relacionamento especial, como entre pai e filho. Tite mostrou muita confiança em mim, me deu tempo, houve uma grande atmosfera no Corinthians. Isso me ajudou no meu desenvolvimento pessoal e profissional", concluiu.


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