Fifa reprova criação da Superliga Europeia; Uefa promete punir participantes

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também expressou preocupação com os planos.

Giovanni Infantino mostra expressão facial de surpresa em palestra da Fifa
Legenda: O presidente da Fifa é o suíço-italiano Giovanni Infantino
Foto: AFP

Após doze grandes clubes europeus anunciarem a criação da Superliga Europeia, nos moldes dos torneios de esportes americanos, a Fifa se disse contra a realização do torneio. Para a entidade que rege o futebol mundial, os torneios devem ter princípios como solidariedade, inclusão e redistribuição financeira equitativa.

A posição pode ser decisiva na queda de braço entre os clubes e a Uefa, a entidade que comanda o futebol europeu. O grupo já anunciou que os clubes que disputarem a Superliga não poderão participar dos torneios da organização, nem dos campeonatos nacionais, e os jogadores não poderão jogar pelas seleções.

"Nesse contexto, a Fifa só pode expressar desaprovação a uma 'liga separatista europeia fechada', fora das estruturas futebolísticas internacionais e sem respeitar os princípios mencionados", afirmou em nota oficial.

Projeto

Seis clubes ingleses estão envolvidos no projeto da Superliga Europeia: Manchester United, Manchester City, Liverpool, Chelsea, Tottenham e Arsenal. Além destes, três clubes espanhóis (Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid) e três italianos (Juventus, Milan e Inter de Milão) já aderiram ao futuro novo torneio.

A ideia era ter um torneio com 20 times, dos quais 15 seriam fixos e cinco entrariam através de eliminatória. Os clubes seriam divididos em dois grupos de 10, dos quais quatro de cada avançariam para uma fase mata-mata. A ideia seria começar a disputar a Superliga na temporada 2023-24.

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