Felipe e Juninho se consolidam como "coração" do esquema de Ceni no Fortaleza

Dupla de volantes cumpre funções ofensivas e defensivas sob o comando de Ceni. No âmbito individual, as características se complementam em campo e ajudam o Tricolor a conquistar as vitórias, como a de sábado contra o Inter

Legenda: Equipe do Fortaleza tem no futebol de Felipe e Juninho uma espinha dorsal
Foto: Foto: Thiago Gadelha

Um estilo de jogo definido, uma aplicação tática consistente e uma atuação competitiva independentemente do adversário. Os méritos do Fortaleza são nítidos ao longo da temporada e permitem campanha distante da zona de rebaixamento na Série A do Brasileiro: 15 pontos na tabela, seis de distância do Coritiba, o primeiro do Z-4.

O resultado surge pelo coletivo no esquema 4-2-4, mas a intensidade tricolor passa pela atuação de duas peças: Felipe e Juninho, as chaves do meio-campo. Contra o Internacional, a coroação surgiu com um gol, mas a aplicação da dupla reside desde 2019.

Apesar de habitar o setor menos povoado na tática desenvolvida por Rogério Ceni, as organizações defensiva e ofensiva são administrados pelos volantes. Com o treinador, a função dos atletas está tanto na saída de bola, como na proposta de armação. Assim, a dupla precisa de êxito na marcação e qualidade para propor o jogo e municiar os atacantes.

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A exposição é ao jogar: gostar de participar faz parte do ofício. A liberdade é concedida para ocupação de diferentes setores, servindo como termômetro da movimentação dos extremos e também pulmão da consciência da defesa. Diante dos gaúchos, por exemplo, os atletas somaram juntos 110 toques, cada um, com mais de 80% de precisão nos passes. Quando a posse é escassa o combate atravessa o setor, que é responsável pela tentativa de recuperação. 

Legenda: Juninho tem a responsabilidade da bola parada tricolor desde 2019
Foto: JL Rosa / SVM

Em duelos no chão, cada um venceu cinco situações, com Felipe cometendo uma única falta ao longo de todos os 90 minutos. “Os volantes se expõem muito nesse sistema de jogo, são expostos tanto na marcação, como na construção. Por mais que você tente baixar um jogador como Romarinho ou David, que são velocistas, que quando dominam tem a distribuição como a condução, mas os jogos são construídos pelos dois homens de meio e é um dos motivos pelos quais eu não tiro o Felipe, porque ele é um 8 que tenta marcar como 5 e arma como 10. O Juninho pega bastante na bola, faz muita virada, dá equilíbrio para o Felipe”.

Em 2020, Felipe atuou 22 vezes e soma um gol. Já Juninho tem 24 exibições, com três tentos. No âmbito individual, o primeiro é mais recuado para auxiliar os defensores na construção, enquanto o segundo participa das inversões e responde pela bola parada. 

Mais opções

Para manter a formação, Ceni trabalha Ronald como primeira opção do setor. Marlon, polivalente, também cumpre a função. Geilson, Derley, Luiz Henrique e Bonilha são os demais volantes do elenco.

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