Especial: o que mudou no mundo do automobilismo 25 anos após ao morte de Senna

Piloto brasileiro que virou referência do automobilismo nas manhãs de domingo permanece nos corações do povo e na memória de todos os desportistas como exemplo de simpatia, garra e determinação

Legenda: Lenda do esporte, Ayrton Senna entrou para a categoria dos mitos
Foto: REUTERS/Alessandro Garofalo

Mais que um ídolo, um mito. Ayrton Senna é, 25 anos após sua morte, ocorrida em 1º de maio de 1994 no circuito italiano de Ímola, uma verdadeira lenda da Fórmula 1.

"Acho que Ayrton não pertence ao grupo das celebridades. Está um passo acima. Está em uma categoria mítica que transcende o tempo e o espaço", afirmou sua irmã Vivianne à AFP em 2014.

Perguntado cinco anos depois sobre o piloto que lhe "serviu como inspiração" quando era um menino, Lewis Hamilton reafirma essa ideia.

"É um herói e continuará sendo para sempre", avalia o pentacampeão do mundo britânico, que compartilha um certo misticismo com o brasileiro. "Eu não conhecia bem sua personalidade, então o que eu mais gostava era mais o que ele representava, aquilo contra o que ele se opunha, e o que era capaz de fazer ao volante", acrescentou.

Nascido em 21 de março de 1960 em São Paulo, Ayrton Senna da Silva disputou 161 Grandes Prêmios entre 1984 e 1994, com um balanço de três mundiais com a McLaren (1988, 1990 e 1991), 41 vitórias, 65 pole positions, 80 pódios e quase 3.000 voltas à frente nas corridas.

É menos que Michael Schumacher (7 títulos), Hamilton e Juan Manuel Fangio (5), Alain Prost e Sebastian Vettel (4), mas o essencial está em outra parte. "O que me impressiona é até que ponto Senna ainda está presente. Não passa um Grande Prêmio sem que ele seja mencionado, ou apareça em um cartaz", aponta o jornalista francês Lionel Froissart, próximo do piloto brasileiro.

A morte durante o Grande Prêmio de San Marino, último drama de um fim de semana já trágico (após um grave acidente de seu compatriota Rubens Barrichello, e da morte do austríaco Roland Ratzenberger), provocou um grande impacto e acabou construindo sua lenda. Era "um bom ser humano, com princípios e valores", relembra Ron Dennis, seu chefe na McLaren.

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