Defesa tricolor repete falhas que prejudicam Fortaleza na Série A

Gol do Fluminense que garantiu vitória sobre o Fortaleza, na Arena Castelão, surgiu de erro coletivo da defesa leonina. Até agora, no Brasileirão, o Tricolor do Pici está no Top 5 de defesas mais vazadas

Legenda: Defesa tricolor não foi bem contra o Fluminense, na Arena Castelão
Foto: Camila Lima

Motivado para encarar um Fluminense abatido por uma série de três derrotas, o Fortaleza não conseguiu converter o gás inicial em efetividade em campo e sucumbiu jogando em casa. Apesar de ter demonstrado ofensividade em boa parte do jogo e ter apresentado bom rendimento, especialmente no primeiro tempo, o Leão do Pici foi derrotado, sobretudo, por uma de suas maiores fraquezas: a sucessão de erros no setor defensivo e as brechas que funcionam como presentes para os adversários nesta Série A do Campeonato Brasileiro.

Ao todo, foram 25 gols sofridos até agora no Brasileirão. A média é de 1,4 gol tomado por cada partida. Das 18 rodadas já disputadas na competição, o gol tricolor só não foi vazado em três oportunidades - contra os times do Avaí, CSA e Goiás, candidatos diretos ao rebaixamento. Os índices fazem com que a equipe cearense tenha a quinta pior defesa do Campeonato Brasileiro até o momento.

E, apesar do poder de reação, visualizado em partidas contra o Atlético/MG e o Santos, em que pese o fato de que o time soube se reerguer e alcançar empates inesperados, as falhas defensivas trazem desconfiança à equipe de Zé Ricardo, assim como ocasionam a perda de pontos preciosos. A derrota para o Fluminense tem impacto maior no futuro do Fortaleza do que no presente.

Mudança na tabela

Por enquanto, a pior consequência foi a saída da zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Contudo, em fases avançadas da primeira divisão, a sequência de partidas pode trazer ainda mais dificuldades para a equipe - a começar por um Bahia embalado por três vitórias consecutivas. E cada ponto desperdiçado contra concorrentes na luta para não chegar ao Z-4 ou oriundos dele, como é o caso do Fluminense, ligam o sinal de alerta para o Leão do Pici.

Vacilo em campo

Contra o Tricolor das Laranjeiras, o lance que culminou em gol veio em momento imperdoável, aos 40 minutos do período final de jogo, sem muita margem de tempo para buscar um contragolpe.

A brecha aproveitada por João Pedro, autor do gol da equipe carioca, veio em falhas sucessivas dos responsáveis pela retaguarda tricolor. Primeiro, a ausência de Tinga na lateral direita, que em grande medida, ficou livre para Caio Henrique avançar e cruzar para a área do jeito que quis. Em seguida, ausência semelhante, desta vez, pelo lado esquerdo: Bruno Melo chegou tarde e não conseguiu evitar assistência de Nenê que encontrou um João Pedro sem marcação alguma após cochilo de Felipe, que apenas assistiu ao lance criado.

A ausência de Roger Carvalho, titular, lesionado e inativo por até seis meses, é um problema para a defesa do clube. Jackson, novo zagueiro contratado, tem apresentado deficiências semelhantes ao do antecessor.

A responsabilidade também recai sobre Zé Ricardo. O técnico tenta deixar as primeiras impressões no time, mas ainda não conseguiu corrigir os vícios de um Fortaleza acostumado à tática ofensiva, característica de Rogério Ceni, e desfalcado de uma linha de trás sólida.

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Tom Barros 23 de Setembro de 2020