Damares defende cadeia para Robinho por condenação em caso de violência sexual

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou que as provas são nítidas contra o jogador

Legenda: Acusação do Ministério Público italiano é de que Robinho e um grupo teriam embebedado a vítima
Foto: MacNicol / AFP

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu nesta segunda-feira (19) punição imediata ao jogador Robinho, condenado em primeira instância na Itália por violência sexual de grupo.

No Palácio do Planalto, onde participou de cerimônia presidencial, a ministra lembrou que ainda cabe recurso à decisão, mas salientou que os áudios da investigação são claros sobre um envolvimento do jogador no episódio em 2017.

"Cadeia, imediatamente. Eu não tenho outra palavra para falar. Ainda cabe recurso, mas o vazamento dos áudios, gente. Querem mais o quê? Cadeia. Nenhum estuprador pode ser aplaudido. O cara quer voltar para o campo para posar como herói?", questionou.

Legenda: Damares é ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro
Foto: divulgação

A ministra parabenizou o Santos por ter suspendido o contrato com o jogador e ressaltou que não devem ser feitas concessões a pessoas condenadas por crime de violência sexual.

"O clube já reviu. Parabéns ao Santos por ter rescindido. Eu sei que ainda cabe recurso lá, mas eu acho que está muito claro. O vazamento dos áudios está muito claro. A forma como chegou a nós. Para todo mundo entender: esse é um crime que não merece nenhuma consideração ao abusador, ao estuprador. A gente não tem de fazer concessão com esse tipo de crime. Tem de cumprir a pena que é estabelecida, ou lá ou aqui, imediatamente", afirmou.

O contrato com o Santos foi suspenso na sexta (16), seis dias após anúncio e pressão de patrocinadores e torcedores. Robinho nega que tenha cometido o crime e recorre em segunda instância da condenação. Para a Justiça italiana, o conteúdo das interceptações mostrou que Robinho e os demais acusados sabiam que a vítima, uma albanesa então com 23 anos, estava alcoolizada e incapaz de reagir ao assédio do grupo.

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