Com quarteto, Ceará tem campanha de vice-líder e dobra gols marcados

Com Vina, Lima, Léo Chú e Cléber em quarteto ofensivo, Ceará tem 62,9% de aproveitamento, abaixo apenas do líder Inter e dobra o número de gols marcados, com média de 2,2 por partida na Série A

Junto com Lima, Léo Chú, Vina e Cléber têm rendido bons resultados ao Ceará na Série A
Legenda: Junto com Lima, Léo Chú, Vina e Cléber têm rendido bons resultados ao Ceará na Série A
Foto: Fausto Portela/Ceará

A goleada de 4 a 0 do Ceará sobre o Goiás, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, mostrou todo repertório ofensivo do Alvinegro e a grande fase da equipe na competição. Com a vitória fora de casa, o Vozão chegou aos 42 pontos e, em 10º lugar, está próximo da permanência na elite restando sete rodadas e ainda sonhando com uma vaga na Libertadores.

E a campanha do Ceará se explica pelo desempenho ofensivo da equipe, hoje o 5º melhor ataque da Série A, com 45 gols marcados, atrás apenas dos quatro primeiros colocados: Internacional (53 gols), Atlético/MG (52), Flamengo (52) e São Paulo (51).

Com quarteto, Alvinegro tem grande desempenho

Em especial, um quarteto ofensivo tem feito a diferença no Vovô: Vina, Lima, Léo Chú e Cléber.
Com o quarteto, o Vovô tem campanha de G-4, e seria vice-líder da Série A, com um aproveitamento de 62,9%, abaixo apenas do líder Inter (63,4%).

Legenda: O Ceará tem um poderoso ataque na Série A, com 45 gols marcados em 31 jogos
Foto: CARLOS COSTA/FUTURA PRESS/ESTADÃO

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Com eles em campo, o Alvinegro jogou nove partidas: foram cinco vitórias (Vasco, por 4x1; Bahia, por 2x0; Fortaleza, por 2x0; Flamengo, por 2x0; e Goiás, por 4 a 0), dois empates (Botafogo, em 2 a 2, e São Paulo, em 1 a 1) e duas derrotas (Bragantino, por 4 a 2 e 2 a 1).

O ataque, com os quatro em campo, marcou 20 gols, uma média de 2,2 por partida, mais que dobrando a média de gols quando pelo menos um deles está em campo. Com o grupo incompleto, o Alvinegro fez 22 jogos (venceu seis, empatou sete e perdeu nove), marcando 25 gols, média de 0,88 por jogo.

O aproveitamento do time na Série A sem o quarteto completo também cai, ficando em 37,8%, número um pouco superior ao aproveitamento do rival Fortaleza, que hoje é de 37,6%, na 14ª colocação.

Crescimento

A formação do quarteto por parte do técnico Guto Ferreira na Série A demorou para acontecer. Lima foi reserva durante muito tempo ao longo da campanha, assim como Léo Chú. Vina sempre foi titular absoluto devido a sua grande regularidade. E Cléber foi o centroavante que o técnico mais utilizou desde o início de seu trabalho no Vovô.

Os dois primeiros jogos do quarteto foram espaçados, por Lima ainda não ser o titular. O primeiro foi diante do Bragantino, pela 11ª rodada, com o Vozão perdendo por 4 a 2. O segundo foi o empate em 2 a 2 contra o Botafogo, pela 19ª rodada. Mas foi a partir da consolidação de Lima e Chú como titulares na Série A que o Ceará cresceu de rendimento. No jogo atrasado contra o São Paulo, no dia 25 de novembro, o quarteto virou titular de vez e a partir do empate em 1 a 1 na Arena Castelão, o Vovô subiu na tabela.

Dali em diante, o time venceu cinco partidas, empatou uma e perdeu apenas uma. O técnico Guto Ferreira elogiou a performance crescente de Lima e a formação do quarteto.

“O Lima foi crescendo jogo a jogo, fazendo gols importantes em associações com Vina, Cléber e Chú. Os quatro mais agressivos e com todos do meio-campo. Foi um plano traçado”, disse Guto. Com o quarteto em campo, o Vovô enfrenta o Palmeiras, às 16 horas, na Arena Castelão, pela 32ª rodada da Série A.

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