Com protocolo pioneiro, UFC está sem sede confirmada para evento

Mesmo com protocolo definido, o UFC encontra dificuldades para realizar seus eventos nesta época de pandemia de Covid-19. Nem todos os estados norte-americanos têm flexibilização

Legenda: Card está previsto com 11 lutas para este fim de semana. Mas como região dos Estados Unidos onde está previsto ocorrer o evento não tem
Foto: FOTO: DOUGLAS P. DEFELICE/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

O card do UFC Fight Night do próximo sábado (30) já está definido, com disputa entre o norte-americano Tyron Woodley e o brasileiro Gilbert Durinho, pelo peso meio-médio. No total, serão 11 lutas, segundo o presidente do UFC, Dana White. Entretanto, ainda não se sabe onde os confrontos devem ocorrer.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Ultimate encontra diferentes empecilhos para suas sedes. A intenção de Dana White é organizar todo o evento em Las Vegas, mas enfrenta resistência da Comissão Atlética de Nevada. O Estado confirmou mais de 7.600 casos da Covid-19 e não liberou as lutas em seu território.

Nos Estados Unidos, país mais afetado pela doença em todo o mundo, são mais de 1,7 milhão de pessoas infectadas, além de mais de 100 mil mortos até o momento. Números que ainda assustam. Basta ver que o segundo país com mais casos e mortes é o Brasil. São quase 400 mil casos confirmados e cerca de 24 mil mortes registradas.

Protocolo

Durante as três edições do UFC 249, em Jacksonville, na Florida, onde há flexibilização do isolamento social, as equipes seguiram um protocolo médico que deve ser repetido no próximo sábado. Os atletas são obrigados a utilizar máscara, assim como a comissão técnica, que deve também usar luvas. Diariamente, os competidores são avaliados por médicos do próprio UFC. Cada equipe tem um horário específico para refeições visando evitar contato.

Em entrevista recente à ESPN, Dana White disse que o projeto da "Ilha da Luta" permanece de pé e deve acontecer ainda no mês de junho. O local serviria para reunir lutadores que não moram nos Estados Unidos e receberia confrontos durante o mês inteiro. Seria a oportunidade para que a franquia não enfrentasse problemas como o que está tendo em Nevada.

Aprovação

Para a brasileira Jessica Andrade, que teve sua luta contra Rose Namajunas cancelada devido à pandemia, a ideia da Ilha é um alívio.

"Para esse momento que a gente está passando, essa ilha vai ajudar muito. Vai ser muito bom para nós lutadores que estamos fora dos Estados Unidos. Está sendo muito bom saber que a gente pode contar com o UFC e que eles estão fazendo de tudo para que a gente possa lutar e ter nosso emprego de volta", disse Jessica, que não teme pelo desafio.

"Claro que muitos atletas não vão querer lutar por medo de viajar, lutar ou se expor. Isso, talvez, resulte em mais oportunidades para essa galera que quer lutar. O Dana disse que quem estiver disponível e quiser, até o fim do ano poderá lutar até quatro vezes. Se surgir a chance, eu estou dentro", garantiu a lutadora.

Para alguns dos lutadores que moram e treinam no Brasil, lutar pelo UFC nos Estados Unidos terá ainda um novo empecilho: com a proibição da entrada de viajantes que estavam em solo brasileiro, ficará inviável participar dos eventos neste momento.


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