Ceará e Fortaleza iniciam Brasileiro com diferentes cenários financeiros

Alvinegro de Porangabuçu tem alívio financeiro com o retorno do futebol, tanto no cenário local quanto nacional, enquanto o Tricolor do Pici ainda busca melhora nos cofres neste momento da temporada

Legenda: A pandemia do novo coronavírus afetou Ceará e Fortaleza com a paralisação do futebol no Brasil
Foto: Camila Lima

A crise imposta pela pandemia do novo coronavírus impactou financeiramente clubes do mundo inteiro. No futebol brasileiro, os prejuízos são enormes, e Ceará e Fortaleza não escapam desta realidade. Em comparação com outras equipes do cenário nacional, os times cearenses conseguiram enfrentar o período com maior equilíbrio. Porém, após o início do principal objetivo de ambos na temporada, o Campeonato Brasileiro, o cenário nos dois clubes tem diferenças.

Vovô respira bem

O retorno das partidas representa mais patrocínios, maior visibilidade e recebimento de cotas televisivas. Estes aspectos são fundamentais para o Ceará. Só por ter sido campeão da Copa do Nordeste, o Alvinegro de Porangabuçu garantiu aos cofres R$ 3,875 milhões.

Além disso, o Ceará tem boa possibilidade de classificação na Copa do Brasil, já que venceu o Vitória, por 1 a 0, no jogo de ida, antes da pandemia, e está a uma partida de avançar à 4ª fase da competição e, consequentemente, garantir mais R$ 2 milhões. O time comandado por Guto Ferreira joga por um empate para se classificar à próxima fase.

Legenda: Ceará passou por apertos, mas tem conseguido driblar as dificuldades
Foto: Camila Lima

"Com a volta do futebol, deu uma melhorada, sem dúvidas. A questão dos patrocinadores, a questão das cotas televisivas. Isso é uma grande melhora. Se pegar o ano de 2019, representou 50% das receitas do clube. A gente tem uma perspectiva boa que as coisas melhorem daqui pra frente", disse João Paulo Silva, diretor financeiro do Vovô.

Mesmo com dificuldades, o Vovô colheu frutos da gestão responsável que vem comandando o clube nos últimos anos.

"Não estamos no vermelho e nem nunca estivemos. Estamos numa situação bem administrável, com compromissos e folhas em dia. Estamos sem dever nada a nenhum clube e conseguimos superar o período da pandemia de forma até satisfatória. O pior já passou e a tendência é, daqui pra frente, as coisas melhorarem", finalizou.

Situação do Tricolor

No Fortaleza, a situação também é considerada de equilíbrio. O Tricolor do Pici tem honrado todos os compromissos e está com os pagamentos em dia. Porém, há diferenças em relação ao maior rival.

Eliminado nas semifinais da Copa do Nordeste, o Leão deixou a competição com um total de R$ 2,375 milhões recebidos em premiações. Entretanto, o clube tem maiores dificuldades que o rival Ceará e ainda busca equilíbrio.

Legenda: Fortaleza busca recuperação com a volta do futebol
Foto: Rodrigo Gadelha

"O retorno é pouco. Hoje, ainda estamos no vermelho, porque são praticamente cinco meses com receitas desproporcionais, que tivemos quedas em pontos relevantes, como sócios-torcedores, lojas... Isso tudo atrapalhou muito. Mas há uma tendência que, até o fim do ano, possamos equilibrar, mesmo ainda não estando dentro de um patamar que a gente tinha imaginado. Mas, ao menos, estaremos dentro do aceitável. Estou otimista que até o fim do ano o impacto seja minimizado", disse Maurício Guimarães, diretor financeiro do Leão do Pici.

Finalista do Campeonato Cearense com o Ceará, o Fortaleza espera o momento de disputar a Copa do Brasil, na qual entrará na fase de oitavas de final.

O time começa o torneio dessa fase porque foi campeão da Copa do Nordeste no ano de 2019.

Quando isso ocorrer, a equipe leonina terá uma premiação de R$ 2,6 milhões, o que ajudará bastante em um maior equilíbrio das contas do clube.

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