Caso Rospide: Robinson confirma que Lisca decidiu demissão e vê fato como normal; veja exclusiva

Presidente do Vovô afirma que o resultado é o que mais importa no trabalho do treinador alvinegro

O Ceará viaja em céu de brigadeiro quando o assunto é futebol. Líder nas duas principais competições que participa (Campeonato Cearense e Nordestão), classificado na Copa do Brasil e sem sofrer derrotas em competições oficiais. À primeira vista, um clima que parece se refletir internamente no clube e nas relações interpessoais, mesmo com dois times entrando em campo e com muitos atletas no elenco.

Mas uma turbulência afetou a viagem alvinegra nesta sexta-feira (22), quando a imprensa esportiva se debruçou sobre a demissão do auxiliar provisório (denominação dada pelo presidente Robinson de Castro) do clube, Marcelo Rospide. Algo inesperado, tendo em vista que o profissional conduziu muito bem a equipe nas duas partidas em que Lisca esteve fora, por conta de compromissos em curso na CBF.

A demissão de Marcelo Rospide (foto) pegou todos de surpresa  pelo bom trabalho realizado. Foto: CearaSC

Ao Diário do Nordeste, nesta sexta-feira (22), Rospide confirmou que foi demitido por pedido de Lisca e que não ouviu do técnico os motivos da decisão. Para jogar mais pimenta ao caso, neste sábado (23), uma matéria do site Uol, assinada pelo jornalista Pedro Ivo Almeida, traz uma série de acusações de 'desmandos' de Lisca à frente do Alvinegro, criando uma suposta realidade de intranquilidade no clube de Porangabuçu.

Sobre todo esse contexto, o Diário do Nordeste fez uma entrevista exclusiva com Robinson de Castro. Confira:

REPERCUSSÃO DA DEMISSÃO DE ROSPIDE

"Intrigas e futricas. Fato isolado. O Lisca tem uma equipe de auxiliares, que ele trouxe. Se ele fizer alguma mudança, a decisão é dele. Isso é normal. Nunca vi uma coisa tão simples criar uma repercussão dessas." 

ROSPIDE ERA SUBORDINADO A LISCA

"(O Lisca) Resolveu tirar o auxiliar técnico por motivos administrativos. O Rospide é subordinado a ele, trazido por ele (Lisca). Quando o trouxe, não me disse quem ia trazer. O que ele tem que me entregar são os resultados, que ele trouxe, e a gente precisa fazer uma entrega ao treinador. E a equipe pessoal do Lisca, ele atende, ele trabalha com quem ele quiser. Quais são os motivos? Tem que perguntar para ele".

UM BOM PROFISSIONAL

"Essa situação não tem menor impacto no dia a dia do clube. Zero. Eu achava um bom profissional, achava um cara competente, mas tenho que respeitar porque ele faz parte da comissão provisória do treinador. Foi trazido pelo Lisca. Quando o treinador chega, traz. Quando vai embora, leva".

RELAÇÃO COM O RESULTADO

"Se o cara decidiu tirar, os motivos foram de foro interno dele. Se ele quiser revelar ou não, cabe a ele. O Rospide eu não teria nem como eu tirar, nem o Márcio Hahn. Se eu tirar eles, eu tiro o Lisca. Porque são todos um departamento só. A minha relação com o Lisca e equipe é com o resultado. Se ele não me der o resultado, cabe a mim fazer uma mudança".

A DECISÃO É DO LISCA

"Certo ou errado. A decisão é dele. De trabalhar com o que ele quer. O que vai balizar qualquer coisa do Lisca não é se o comportamento dele é britânico, se ele tem defeitos, ou se ele é polêmico, tudo isso é irrelevante, dentro do contexto do futebol, que é o resultado".

AO LISCA COMPETE CONTRATAR OU DEMITIR NA COMISSÃO TÉCNICA

"Eu tenho apreço muito ao Rospide. Desejo sucesso. Infelizmente estava ligado ao treinador. Lamento. Mas não posso questionar quem chefia a comissão técnica, que é o treinador, e a ele compete contratar ou demitir".

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