Brasil joga pelo pentacampeonato contra a Alemanha; entenda

Série “Recordar é Viver” chega à ultima conquista mundial do futebol brasileiro, revivendo a final do penta contra a Alemanha, e a apoteose do craque Ronaldo, que se recuperaria de grave lesão para vencer a Copa

Legenda: Jogadores do Brasil comemoram o penta de 2002
Foto: CBF

Yokohama. 2002. Pela terceira vez consecutiva, o futebol brasileiro está sob os holofotes de todo o mundo. Uma nova final de Copa. Uma partida inédita na história dos mundiais contra aquela que mede forças históricas com o futebol brasileiro: a tricampeã mundial Alemanha. O grito do penta, que está engasgado desde aquela fatídica tarde de 1998, pede licença para escapar. A Rádio Verdes Mares transmite a partida nesta tarde, às 16h.

De um lado, uma equipe que venceu todos os jogos com grande desempenho ofensivo e razoável organização defensiva, embora tenha sofrido poucos gols. Foram 16 tentos marcados e 4 tomados em seis partidas.

Do outro, o pragmático estilo alemão. Sem uma grande equipe, mas com jovens valores, entre eles o atacante Miroslav Klose, e o experiente arqueiro Oliver Kahn (considerado melhor jogador germânico), o time alemão foi passando na base do placar simples, mas muito seguro em sua defesa. Voltando ao lado brasileiro, uma copa que tem vários momentos. De um time oscilante e inseguro, ainda rescaldado pelas eliminatórias sul-americanas mais sofridas da história (classificação que veio no último jogo, contra a Venezuela), passou a uma equipe vibrante e cheia de vida.

Renascimento

A síntese do time brasileiro passa pelo atacante Ronaldo. Recém-recuperado de duas cirurgias no joelho, às quais sequer sabia se haveria retorno, o carequinha brasileiro brilhou logo no primeiro jogo, contra a Turquia.
Contra a equipe europeia, que cruzaria o destino brasileiro na semifinal, um biquinho caprichoso de Fenômeno levou ou Brasil para a sua terceira final consecutiva.

Momento especial para Cafu, que entra para história como primeiro jogador de futebol a jogar em três finais de mundial consecutivas. O outro lateral, Roberto Carlos, tão criticado pelo gol de Zidane na final contra a França, quatro anos atrás, também tem oportunidade de se redimir. Um novo fracasso pode encerrar de vez a carreira de seleção do vitorioso ala do Real Madrid.

Escalação

Saber que time Felipão colocará em campo contra a Alemanha é um mistério. A equipe é uma metamorfose ambulante. Na primeira partida, contra a Turquia, jogadores como Juninho Paulista ainda eram titulares, mas tudo mudou com as entras de uma jovens revelação do futebol brasileiro na complicada oitavas de final, contra a Bélgica: Kléberson, junto a Gilberto, deu consistência ao meio brasileiro com marcação e velocidade.

Se não houver lesão (Ronaldinho e Rivaldo sentiram o fim de jogo contra a Turquia), Felipão deve escalar o time brasileiro no aprovado esquema 3-5-2 com: Marcos, Roque Júnior, Edmílson e Lúcio; Cafu, Kléberson, Gilberto Silva, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo.

Que a sorte esteja com o selecionado nacional e que mais uma taça seja levada para o território brasileiro. Se vencer, a seleção abre distância como maior vencedora do futebol mundial, chegando aos inéditos cinco troféus conquistados. Curtiu o flashback? O “Recordar é Viver” vai partir para rememorar as emoções do futebol local. Aguardem as novidades.