Atuação abaixo da média do Fortaleza indica ajustes, mas Ceni diz não ter tempo

Para treinador, os ajustes técnicos e táticos aconteceram antes das decisões e agora tudo vai depender do encaixe de jogo e individualidades dos jogadores do Tricolor do Pici nos próximos confrontos

Legenda: Rogério Ceni admite atuação inconsistente do Leão, mas diz que não tem tempo para ajustes
Foto: Kid Junior

No último sábado, o técnico do Fortaleza, Rogério Ceni, admitiu que sua equipe atuou abaixo do esperado contra o Sport, no jogo que classificou o Leão para as semifinais da Copa do Nordeste. A exibição realmente deixou a desejar para uma equipe de Série A do Campeonato Brasileiro, como é o Tricolor, quebrando a crescente que a equipe leonina vinha apresentando após a retomada das competições, no dia 13 de julho. O nível do adversário, que também é do Brasileirão, não foi bom como poderia ser.

Com o próximo duelo da equipe sendo o Clássico-Rei contra o Ceará, na terça-feira (28), pelas semifinais do torneio regional, Ceni espera que o nível de atuação seja mais elevado, ainda que ele não tenha tempo para ajustes e treinos.

"Ajustes no time não tem como fazer. No domingo era só recuperar os jogadores e na segunda não podemos puxar o ritmo de treino. Esperamos que os jogadores estejam em um nível melhor, no coletivo e no individual, porque se não, fica difícil passar. Mas confio nos jogadores. Dificilmente, a gente joga duas partidas seguidas da maneira como foi essa. Vamos sentir o desgaste, pela distância menor de um jogo para outro, mas vamos fazer o melhor que pudermos neste jogo importante", frisou o técnico leonino.

A melhorar

Mesmo feliz com a classificação, Rogério Ceni destacou pontos em que a equipe não conseguiu render: a velocidade na troca de passes e infiltrações no ataque.

"Fiquei feliz pela classificação, mesmo com o time jogando abaixo do esperado. Queria mais, um futebol mais vistoso, com mais passes, mais infiltrações, mas, às vezes, não se joga bem. Enfrentamos um adversário de muita tradição, de Série A como nós. É natural termos menos chances contra times como estes, não é sempre que temos um adversário como o Guarany de Sobral, que nos permite mais finalizações, criar mais", afirmou Ceni.

E ainda acrescentou, ressaltando ainda mais a questão da velocidade da equipe, que não estava a mesma de outras partidas.

"Mas acho que foi a lentidão do passe, não demos ritmo de jogo, a maioria dos jogadores hoje não foram o que estamos acostumados".

Com uma equipe titular ajustada taticamente e com reservas com características distintas dos titulares, Rogério Ceni teria problemas para mudar a equipe em termos de peças. Dos jogadores que entraram no decorrer do jogo, Marlon tem uma característica de jogo diferente de David, por ser mais defensivo e cadenciado. Yuri César não tem a velocidade de Osvaldo, apesar de ser ágil, e Wellington Paulista se movimenta mais do que Edson Cariús, tratando-se de referência no ataque.

Sobre o Clássico-Rei com o Ceará, na terça-feira (28), em partida de semifinal, Ceni foi enfático.

"Clássico sempre é importante, tem peso grande. Nosso comportamento é o mesmo para enfrentar qualquer time, com respeito. O clássico é sempre importante em qualquer lugar, seja no Estado do Ceará ou fora. E em semifinal de Copa do Nordeste ser torna muito importante".

130 jogos

Para além da classificação, o técnico Rogério Ceni instituiu uma nova marca na partida contra o Sport, no último sábado. Chegou aos seus 130 jogos à frente do comando técnico do Fortaleza. Ele iniciou seus trabalhos como treinador do clube em dezembro de 2017.

"Fico feliz. No Brasil é difícil ter sequência. Claro que isso depende muito das vitórias, das conquistas, mas é prazeroso ter jogadores que permanecem aqui há muito tempo. Hoje, a gente consegue jogar de igual para igual com grandes potências. Se a gente achar mais algumas contratações, acho que temos chances de manter o Fortaleza numa Série A, que é o que importa. A não presença do torcedor influencia", festejou.

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