Árbitro alega ter expulsado Carlinhos por ter sido chamado de "palhaço"

Documento do juiz justifica a decisão pelo vermelho direto ao lateral do Fortaleza em empate com São Paulo

Legenda: O árbitro foi alvo de críticas dos dois lados adversários
Foto: Kid Junior

A razão da expulsão do lateral Carlinhos na reta final do empate entre Fortaleza e São Paulo, pela Copa do Brasil, gerou dúvidas para quem acompanhou o movimentado duelo. Na súmula do jogo, o árbitro Rodolpho Toski Marques justificou a decisão, alegando ter sido chamado de "palhaço" depois de dar cartão amarelo para o atleta.

"Expulsei de forma direta o atleta por, após receber um cartão amarelo, me ofendeu com as seguintes palavras: 'você é um palhaço'. Após a expulsão se retirou do campo de jogo sem maiores problemas", afirmou Toski no documento.

O lance ocorreu aos 42 minutos do 2º tempo, quando o Leão vencia por 3 a 2. O técnico Rogério Ceni faria uma substituição, tirando Carlinhos, amarelado por não sair pela linha de campo mais próxima, retardando a alteração. A atitude do árbitro foi contestada pelo treinador tricolor na coletiva pós-jogo.

"Ele gastou mais tempo com o vermelho do que o jogador sairia. Ele não soube conduzir, não teve a experiência ou a maturidade necessária para conduzir o jogo", reclamou Ceni.

O cartão deixou o Tricolor cearense com dois a menos em campo visto que o goleiro Felipe Alves havia sido expulso no início da 2ª etapa por falta fora da área, impedindo clara chance de gol.

Além dos jogadores, Toski mostrou vermelho para Wagner Bertelli, preparador físico do São Paulo, para Fernando Diniz, técnico do time paulista, e para auxiliar técnico do Fortaleza, Charles Hembert, por terem protestado as decisões do árbitro. Charles teria gritado "é roubo! É roubo!", à beira do gramado.

O confronto de volta ocorre no Morumbi, no domingo (25), às 20h30.

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