Abel Ferreira teme novo surto de Covid no Palmeiras e cobra responsabilidade social no futebol

Técnico do Porco está assustado com o número de mortes e situação nos hospitais brasileiros

Legenda: "Esse é um adversário que não tem dó nem piedade", disse Abel sobre o novo coronavírus
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, desabafou nesta quarta-feira (3), após empate com o Corinthians no Paulistão, sobre o aumento de casos e de mortes por Covid-19 no Brasil, afirmando temer um outro surto no Porco e cobrando responsabilidade a todos.

"Temo, temo um novo surto. Foi sobre isso que eu conversei com nosso diretor (de futebol): eu preferia jogar com o Corinthians com força máxima, porque eu gosto de enfrentar os rivais com força máxima. Mas, mais do que falar do surto no Corinthians, eu gostaria de apelar à responsabilidade de todos", disse o treinador na entrevista coletiva.

O Corinthians tinha oito desfalques no seu elenco devido a um surto no clube, com 19 infectados. Nesta quarta-feira (3), o Brasil superou o recorde de mortes pela doença em 24h, com 1,910 no total.

Abel comparou o comportamento brasileiro e o português para enfrentar a pandemia e alertou sobre os cuidados e o efeitos durante este novo aumento de casos positivos.

"Quanto cheguei aqui, fiquei um bocadinho espantado, porque na Europa, pelo menos em Portugal, tivemos dois lockdowns, com todo mundo ficando em casa e só saindo para comprar alimentos essenciais. E, quando cheguei ao Brasil, vi que as regras tinham que ser mais apertadas. Me assusta ver a quantidade de mortos, independente de ser um ou dois mil ou cinco mil. Para mim é exatamente igual. Sou apaixonado por futebol, mas futebol sem vida é nada e ela está acima do que o futebol. Me assusta ver as notícias sobre os hospitais lotados. Esse é um adversário que não tem dó nem piedade. Entendo que o futebol é um negócio, mas temos que ter responsabilidade social. Está difícil", comentou o treinador.

O técnico Lisca, do América/MG, criticou o calendário da Copa do Brasil, com longas viagens, e desabafou: "Nosso país parou, gente. Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos, amigos treinadores. É hora de segurar a vida".

 

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