No aniversário do Crato, mulheres falam da relação de afeto com a cidade

Vida cultural e belezas da Chapada do Araripe despertam o encantamento delas.

Legenda: Crato, no sopé da Chapada do Araripe.
Foto: Nívea Uchoa/Divulgação

Como você definiria sua relação de afeto por sua cidade natal? O quanto o lugar onde nasceu atravessa a sua existência? Aproveitando o aniversário da cidade do Crato, que completa hoje 257 anos, perguntamos a três mulheres nascidas e criadas neste município, localizado no extremo sul do Estado, a 567km de Fortaleza, como se conectam com a própria cidade e fazem dela mais do que um lar. 

Para Constance Pinheiro (@constancepipipi), 37 anos, arquiteta, designer e fotógrafa, "morar no Crato é dobrar uma rua e se deparar com a Chapada do Araripe.

A presença de um paredão verde na paisagem cotidiana é como um abraço, que acalma o juízo e o coração nos dias mais corridos", poetiza a arquiteta. 

Legenda: Constance Pinheiro, arquiteta.
Foto: Arquivo pessoal

Na visão de Monalissa Figueiredo, empreendedora à frente da doceria @asnetasdeolga, o Crato é uma cidade sagrada. “O Crato é o meu lugar gênese, de linhagem, de ascendência e descendência. A minha vida existe aqui, nessa cidade sagrada para mim. Gosto do seu porte calmo de vilarejo, das ruelas desapressadas e com pouco trânsito, da cultura aflorada, colorida e musical que possuímos!

Conheço suas esquinas e quem as habita, sou íntima das árvores centenárias das praças, desde criança, e da Chapada do Araripe, uma rainha bela e generosa que nos abraça e a quem o tempo não destrona”, descreve a cratense. 

Legenda: Monalissa Figueiredo, empreendedora
Foto: Arquivo pessoal

Josenir Lacerda (@casazull), artesã, poeta e cordelista, nutre uma relação de gratidão e amor à alma ancestral do Crato.

“Tenho o Crato como um ancestral, um avô muito querido. Tenho uma conexão muito forte com a cultura até porque eu sempre convivi nesse universo cultural do Crato que é reconhecida como cidade da cultura”, afirma a artista.
Para ela, o aspecto provinciano cativa particularmente a cratense. “A cidade consegue manter esse aspecto, mesmo com a modernidade, de se permitir as cadeiras nas calçadas, conhecer os vizinhos, identificar as figuras do dia a dia, do Crato do nosso cotidiano”, observa Josenir Lacerda. 

Legenda: Josenir Lacerda, cordelista.
Foto: Arquivo pessoal

Elas indicam o que conhecer no Crato 

 Pelo olhar das cratenses, quem visita a cidade não pode deixar de conhecer certos lugares que encantam. “Depois de um passeio a pé pelo Centro, conhecendo algumas edificações históricas da cidade, passando por suas praças super arborizadas, pararia para um café coado no Mestre Nêgo e seguiria para o Seminário São José, construído em 1875, de onde também temos uma das vistas mais bonitas para a cidade e para a Chapada do Araripe”, sugere Constance Pinheiro. “Para os trilheiros, indicaria o mirante do Picoto e na volta, um banho na cascata do Lameiro. E para os que curtem cultura e folclore, visitar o reisado da Mazé de Luna, no bairro Muriti”, completa a arquiteta. 

“De tudo que é mais belo na região do Cariri, eu elencaria como imperdível fazer as nossas trilhas pela Chapada, uma visita aos museus orgânicos que contam um pouco de tudo, aos sítios arqueológicos do Geopark Araripe e as nossas nascentes”, diz Monalissa Figueiredo. “É um vôo bonito pela história local, tudo repleto de significado, acolhimento e muita cultura”, acrescenta a empreendedora.  

A cordelista Josenir Lacerda reitera a indicação da Chapada do Araripe para quem visita a região. “A natureza oferece de forma tão generosa essa paisagem, esse cartão postal e, como diz a canção, ‘as pessoas vêm e não esquecem mais’”.  

Confira o vídeo.