O júri absolveu, nesta quarta-feira (2), o rapper Sean "Diddy" Combs, de 55 anos, das acusações de associação ilícita e tráfico sexual, mas o considerou culpado pelo transporte de pessoas para fins sexuais.
Após sete semanas de julgamento e pouco mais de dois dias de deliberações, o porta-voz do júri anunciou seu veredicto ao juiz Arun Subramanian.
Após chegar a um acordo judicial no dia anterior sobre quatro das cinco acusações - duas por tráfico sexual e duas por tráfico com fins sexuais -, o júri chegou a um veredicto sobre a acusação mais importante, a de associação ilícita, que registrou as maiores divisões.
Rede criminosa
O rapper foi acusado de ser o líder de uma organização criminosa que forçava mulheres a participarem de orgias sexuais com profissionais do sexo, o que poderia resultar em prisão perpétua. Ele também enfrentou duas acusações de tráfico sexual e duas de tráfico de pessoas para prostituição.
O processo contou com depoimentos de, pelo menos, 34 pessoas, bem como registros telefônicos, financeiros e e-mails. Sean Combs, nome verdadeiro de P.Diddy, negou as acusações e se declarou inocente durante o julgamento. A defesa alegou que as festas ocorriam com o consentimento dos envolvidos.
Entre as denunciantes do magnata estão uma ex-parceira, que preferiu o anonimato, e a cantora Casandra "Cassie" Ventura. Os advogados do rapper alegaram que ambas participavam dos eventos por dinheiro e prazer, e refutaram a acusação mais grave, de extorsão. As penas de transporte para a prostituição e tráfico sexual variam entre 10 a 15 anos cada.
Combs se declarou inocente das acusações e optou por não depor, uma estratégia de defesa comum nos Estados Unidos. Os advogados não precisam provar a inocência de seus clientes, mas sim lançar dúvidas sobre as acusações da Promotoria entre os membros do júri.
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Alegações finais
Durante a apresentação das alegações finais, na semana passada, tanto a defesa como a acusação falaram por cerca de cinco horas. A promotoria disse que P.Diddy se sentia até então “intocável” e que ele era o líder de uma organização criminosa, acusação que pode lhe render prisão perpétua.
"O réu nunca pensou que as mulheres de que ele abusou teriam a coragem de dizer em voz alta o que ele havia feito com elas". "Isso acaba neste tribunal", disse a promotora Christy Slavik. Já a defesa de P.Diddy disse que o cantor tinha apenas um "estilo de vida liberal".