Provas de Ciências Humanas e Linguagens do Enem 2020 não surpreenderam, segundo professores

Na prova de Linguagens, se destacaram questões mais objetivas e, na prova de Humanas, menos questões de ditadura e mais de história geral

No primeiro dia de maratona do Enem, são aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Redação.
Legenda: No primeiro dia de maratona do Enem, são aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Redação.
Foto: Shutterstock

De maneira geral, as provas de Ciências Humanas e de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 não surpreenderam.

Segundo professores ouvidos pelo EducaLab, as questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias foram mais objetivas, o que ajudou o candidato que tinha dificuldade em interpretar textos mais complexos. “A prova não apresentou nenhuma surpresa, mas segue a linha do Enem de trazer situações-problema e exigir capacidade de leitura”, avalia o professor Vinícius Beltrão, integrador pedagógico do Sistema Ari de Sá de Ensino (SAS).

“A prova não apresentou surpresas para o aluno que estava bem preparado. Temas como variação linguística, novas tecnologias, linguagem corporal, funções da linguagem e tipos textuais, assuntos previsíveis, foram contemplados”, afirma o professor Steller de Paula, do cursinho Academia Enem.

Valorização da figura feminina

Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS, destaca, também, que a prova abordou desigualdades e violência de gênero e que isso, de certa forma, tenta valorizar a figura feminina. “Levam o leitor a refletir”, comenta.

Além disso, Celedônio destaca que “o carro-chefe foi a tecnologia da informação”, uma vez que teve mais questões sobre e que o exame abordou temas relacionados à função social da tecnologia.

Ciências Humanas

Na prova de Ciências Humanas, segundo o diretor, se consolidaram as tendências de cair mais questões de história geral do que de Brasil e de, pelo segundo ano consecutivo, não ser cobrada a ditadura militar. Na prova de geografia, ele continua, se mantiveram em alta questões de geografia agrária, meio ambiente e geografia física.

Para Eciliano R. Alves, professor de história, sociologia e filosofia do Academia Enem, a prova foi “dentro do esperado” e sem polêmicas. A única surpresa foi uma questão relacionada à Antiguidade Oriental, sobre o Código de Hamurabi.  “Gostei porque não houve repetição de temas. O aluno foi avaliado num leque de conteúdos e de habilidades que faz cumprir o objetivo da prova”, analisa o educador.

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