Para além dos livros: confira o que mais agrega conhecimento para a prova de Linguagens no Enem

Unir fontes confiáveis na internet com variedade de opções são estratégias para expandir repertório dos estudantes

Legenda: Exame será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, na modalidade impressa, e 31 de janeiro e 7 de fevereiro, na modalidade digital
Foto: Shutterstock

Além de todo o preparo, revisões, aulas, livros e apostilas que compõem o cotidiano de quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), complementar os estudos com outras fontes de conhecimento pode trazer benefícios para algumas questões. No caso da prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias, que condensa em 45 questões assuntos de língua portuguesa, línguas estrangeiras, literatura, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação, utilizar outros suportes ajuda a deixar o estudante mais preparado. 

Dessa forma, notícias, vídeos complementares, filmes e podcasts auxiliam a expandir o repertório. Contudo, no momento de buscar as informações, é importante checar a procedência da fonte, para garantir que não haverá estudo de assuntos equivocados. “Na internet, o leitor precisa estar atento, desconfiado se uma notícia é verdadeira ou falsa, se um conteúdo procede ou não procede. Por isso, visitar os portais de checagem são fundamentais. Quanto à confiabilidade do autor de artigos científicos ou de conferência, é providencial examinar seu currículo na plataforma Lattes – CNPQ”, explica Eliane Diógenes, professora do curso de Psicologia e Cinema e Audiovisual da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Dentre as opções disponíveis em canais no Youtube, por exemplo, a professora destaca uma boa prática é buscar aqueles produzidos por entidades de respaldo, como universidades públicas e privadas, institutos culturais, institutos de pesquisa científica, movimentos sociais, associações de profissionais de áreas diversas, entre outros. 

“Atualmente, a experiência de leitura extrapola o código linguístico escrito no livro, ou seja, o leitor exige, implora articulações entre as linguagens verbais, visuais, sonoras, audiovisuais. E a internet é um grande espaço para essas interfaces, conexões, articulações entre palavra, imagem, vídeo”, reflete Eliane.

Contato com especialistas

Com a facilidade atual de se disseminar conhecimento, Eliane Diógenes reconhece, por exemplo, que cientistas e intelectuais estão cada vez mais próximos da população, e, consequentemente, dos estudantes. “Eles sabem que a circulação de seus estudos, pesquisas, precisam também se viabilizar por outras mídias, além dos livros.” 

Papel dos estudantes e professores

Apesar das possibilidades de acesso ao conhecimento, por conta universo dos jovens ser muito próximo das redes sociais, avalia Eliane, os professores devem entrar como suporte para exemplificar a existência destas outras fontes de conhecimento disponíveis. “Na cultura pós-moderna, a escola tem uma função indispensável, que consiste em ser realmente um grande agente de articulação desses jovens com a internet.”  

Assim, a professora de psicologia defende que os professores sejam “agentes de ligação”, ao conectarem os alunos com fontes de estudo on-line. “Atualmente, muitos alunos reclamam que não aguentam mais as aulas expositivas sem ligação com os milhares de recursos da internet.”

Línguas estrangeiras

Para além do visto na sala de aula, quem está se preparando para realizar o Enem também pode ampliar o repertório em inglês ou espanhol por meio de outras mídias. Uma dica é tentar ler notícias em jornais estrangeiros de respaldo, além de investir em filmes legendados no idioma original das obras. Atualmente, há também muitos exemplos de podcasts sobre assuntos variados que podem auxiliar na compreensão de um tema. 

Enem 2020

Por conta da pandemia da Covid-19, a realização do Enem 2020 foi transferida para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021, na modalidade impressa, e 31 de janeiro e 7 de fevereiro, na modalidade digital. 

Fonte: Eliane Diógenes, professora do curso de Psicologia e Cinema e Audiovisual da Unifor.

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