Inep nega irregularidades nas notas da Redação do Enem 2020

Candidatos relataram mudanças na pontuação após instabilidades no sistema

Provas sobre a mesa
Legenda: O Inep publicou nota de esclarecimento nesta sexta-feira (2)
Foto: Shutterstock

Após estudantes suspeitarem de erros, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) garantiu que não houve problemas técnicos na correção das notas de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. 

O resultado da prova foi divulgado na última segunda-feira (29), mas houve instabilidades no sistema e os candidatos tiveram dificuldade para acessá-lo. Nas redes sociais, estudantes relataram alterações na pontuação após o retorno da plataforma.  

Segundo o Inep, o problema “apresentado no acesso aos resultados quando da abertura do sistema na Página do Participante, no dia 29 de março, não impacta no banco de notas, que foi previamente composto por rigoroso processo de segurança da informação”, disse, em nota.  

O órgão afirmou que, a partir do completo restabelecimento do sistema, às 9h30 do dia 30, começaram diversos questionamentos públicos de participantes sobre a atribuição das notas de Redação, e não sobre sua correção. 

“Sobre este fato, o Inep reforça que o processo de correção das redações do Enem é acompanhado em todas as suas etapas e segue rigorosamente os critérios estabelecidos pelo Instituto”. 

Correções

O Inep ponderou que as análises, que já foram concluídas, garantem que todas as notas apresentadas aos participantes estão de acordo com as finais calculadas após a atribuição de pontos de todos os corretores de redação. 

“Os textos dos participantes, transcritos na folha de redação da prova do Enem, podem passar por até quatro correções para o cálculo da média final”, garante. 

Conforme o órgão, a folha de redação corresponde ao verso do cartão-resposta do participante do Enem e, cada uma das páginas, possui um código de barras único, que contém a inscrição do participante.

Tanto o número de inscrição quanto o código de barras final possuem dígitos verificadores, o que reforça a segurança de atribuição da nota correta ao participante correspondente, diz o instituto.

O processo de digitalização na Fundação Cesgranrio e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), que dividem a aplicação das provas, ocorre da seguinte forma:

  • Primeiramente, são obtidas as imagens do cartão-resposta e da folha de redação, de onde os códigos de barras são extraídos;

  • São validadas, em ambas as imagens, as inscrições e os seus códigos de barras;

  • É feita validação por ultrassom (sensor do scanner), para verificar se duas folhas passaram juntas;

  • É validado o dígito verificador do código de barras todo.  

A partir desse processo, as imagens são centralizadas na FGV, onde são executadas as seguintes medidas:

  • Leitura automática e identificação do código de barras da imagem e sua comparação com a base de participantes ensalados e inscritos;

  • Registro da identificação da imagem original do participante;

  • Cópia da imagem original e tratamento de supressão das informações existentes na imagem, evitando, assim, que o participante seja identificado;

  • Melhoria na qualidade da imagem do texto, para facilitar a leitura pelo time de corretores;

  • Validação do conteúdo da área de texto da redação, para separar as imagens brancas com texto insuficiente das imagens válidas a serem corrigidas.

"Após a conclusão de todas essas verificações, é possível afirmar que não há nenhum problema no sistema do Inep que processa as notas enviadas pela FGV e divulga aos participantes, individualmente, suas notas", informou o instituto.

"As notas de todos os participantes apresentadas pelo sistema de divulgação dos resultados do Enem 2020 são exatamente as mesmas geradas pelo consórcio ao fim do processo de correção das redações e refletem a realidade da nota final atribuída após a análise dos corretores das redações", disse. 

 

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