Festival promove evangelização a partir de shows musicais

Promovido pela Comunidade Católica Shalom, o Halleluya busca evangelizar por meio de shows. Padre Fábio de Melo e Irmã Kelly Patrícia são atrações do evento

Padre Fábio de Melo apresenta-se dia 26 de julho (sexta-feira) no Festival Halleluya. 23ª edição do evento espera uma média de 200 mil pessoas por noite

Os diversos ritmos que pulsam no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), localizado no bairro Castelão, são convidativos e lembram uma grande festa, mas com toque diferenciado. Transformando o ambiente em espaço de diversão e vivência da espiritualidade, apresentações artísticas são intercaladas com momentos de oração. Esta é a proposta do Festival Halleluya: evangelizar por meio das artes. Promovida pela Comunidade Católica Shalom, a 23ª edição do evento gratuito acontece de 24 a 28 de julho em Fortaleza. 

Durante cinco dias, o palco principal receberá 23 atrações de pop, axé, forró, rock, reggae e música eletrônica. Padre Fábio de Melo, banda Rosa de Saron, Diego Fernandes, Missionário Shalom, Ana Gabriela, Suely Façanha, Irmã Kelly Patrícia e a cantora internacional Judy Bailey estão entre as atrações que vão animar o público estimado em mais de um milhão de pessoas, sendo formado 80% por jovens. 

Segundo Diego Macedo, integrante da organização do evento, mudanças na estrutura também contemplarão a juventude. “Teremos uma área exclusiva para barracas estilo acampamento. Sempre foi comum entre os jovens trazerem essas barracas para esperar o show do seu artista favorito”. Os interessados devem fazer a inscrição pelo site do Festival. 

A Arena Halleluya conta ainda com outros espaços temáticos como o palco alternativo Desperte, a Arena Cultural, a Tenda Eletrônica, o Espaço Games, o Espaço Adventure com realização de campeonatos de bike e skates, o Espaço da Misericórdia com uma capela, além do Halleluya Kids. 

Para os que desejam uma visão privilegiada, o Lounge Halleluya oferece estrutura ampla com estacionamento e banheiros privativos, cadeiras individuais e mesas para quatro pessoas, sendo o único espaço onde é necessário voucher para ter acesso. Os preços variam de R$ 25 a R$ 500. 

Som espiritualizado
 

Abraçar a música como método para alcançar o coração do público é o que move o grupo Missionário Shalom, que esteve presente em todas as edições do Festival. Os vocalistas Gustavo Osterno, Débora Pires e Guilherme Pontes sobem ao palco no sábado (27). De acordo com Gustavo, a banda nasceu para evangelizar. “Com esses ritmos diferentes, desejamos chamar a atenção dos jovens. A música penetra no coração e chega aonde muitas vezes uma palavra não consegue alcançar”. O Missionário Shalom também iniciará a nova turnê durante o evento. 

Outra atração do Halleluya, que se apresentará, na quinta-feira (25), será a Irmã Kelly Patrícia. A religiosa do Instituto Hesed canta com doçura e, por vezes, uma guitarra na mão. “Desde muito cedo a música faz parte da minha vida. Eu sempre cantava com meus irmãos, em casa, e depois comecei a cantar na paróquia que frequentava”. Hoje, a Irmã une fé e melodias no seu cotidiano. “Posso ter vida de oração e também a vida comunitária com as minhas irmãs e irmãos, além de exercer o dom da música”.

Além da arena 

O Festival Halleluya também incentiva a solidariedade. Segundo Padre Sílvio Scopel, que integra a comissão de organização, o evento tem parceria com o Hemoce. “Na edição de 2018, a meta de coletar 900 bolsas foi ultrapassada. Foram coletadas mais de mil bolsas de sangue durante os cinco dias de evento. Para este ano, a nossa expectativa é superar a meta de mil bolsas”. 

Mesmo com a entrada gratuita, cada visitante também é convidado a doar 1kg de alimento não perecível. “O Festival também atende projetos de promoção humana. Ano passado, foram arrecadadas mais de 3,5 toneladas de alimentos. Além disso, o evento também mostra a força do voluntariado, já que seis mil voluntários participam da organização, divulgação e realização do evento”, afirma Padre Sílvio.