Projeto ajudará 70 famílias cearenses em situação de vulnerabilidade por três meses

O projeto “Mãos que Doam” distribuirá a maior parte dessas cestas básicas e kits de higiene, para cerca de 45 famílias que vivem na comunidade Raposa do Trilho, em Itapipoca

Legenda: A comunidade Raposa do Trilho, em Itapipoca, receberá a maior parte das doações. Com cerca de 45 famílias, a comunidade vive em situação precária.
Foto: Foto: Arquivo Pessoal/ Amélia Solon

Diante da crise econômica agravada pela pandemia do novo coronavírus, as correntes de solidariedade têm se fortificado e crescido ampliado por todo o Ceará. O projeto “Mãos que Doam”, do Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Ceará (GARCE), em parceria com empresa privada, é um exemplo disso. A iniciativa irá fazer a doação de cesta básicas, kits de higiene e máscaras para cerca de 70 famílias em situação de vulnerabilidade, em Fortaleza e em uma comunidade de Itapipoca, durante 3 meses.

A remessa de 45 cestas do primeiro mês foi entregue nesse sábado (8) a famílias comunidade Raposa do Trilho, em Itapipoca. As outras 25 serão destinadas a famílias de Fortaleza, nesta semana. De acordo com Marta Azevedo, presidente do GARCE, ações que promovem ajuda ao próximo sempre são realizadas pelo grupo, mas neste ano, por conta da pandemia, a forma de pensar em uma ação e realizá-la tem sido diferente. 

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Legenda: A remessa de 45 cestas do primeiro mês foi entregue nesse sábado a famílias da Comunidade Raposa do Trilho, em Itapipoca.

“Nós sempre realizamos ações sociais para nossos pacientes, e a entrada é um quilo de alimento para doarmos a alguma instituição carente. Esse ano, nós não tivemos a oportunidade de realizar nenhuma campanha e vimos que um lugarejo, na cidade de Itapipoca, precisa muito da ajuda. São famílias muito carentes, de extrema pobreza, uma situação de vulnerabilidade social bem precária”, discorre Marta Azevedo.

No momento, a comunidade Raposa do Trilho, em Itapipoca, com cerca de 45 famílias e 102 pessoas, entre crianças e adultos, sobrevive da pequena aposentadoria dos idosos, das ações de uma padaria artesanal comunitária e da agricultura local, que é bastante precária por conta da estiagem na região. “Eles estão sobrevivendo como podem, aguardando o retorno da ajuda. São casas muito humildes, casas de barro, é um trabalho solidário importante”, conta Amélia Solon, líder comunitária do lugar.    

A ação

O projeto teve inicio neste sábado (8), e cada família recebeu uma cesta básica, kits de material de higiene e limpeza, um kit com quatro máscaras reutilizáveis, material essencial durante esse período pandêmico, e também um material contendo informações sobre a Covid-19. “Esse projeto contemplará essas famílias por um período de três meses. As famílias já estão cadastradas, com ajuda da líder comunitária do local”, explica Marta. 

A líder comunitária do Raposa do Trilho destacou a animação das famílias quando souberam do projeto. “Toda ajuda é bem vinda, porque essa comunidade é muito carente de tudo, de afeto, e principalmente de alimentos. Então foi uma alegria muito grande quando eu compartilhei com todos, e essa alegria se espalha porque a necessidade é muita, de todos os aspectos”, relata.

Segundo a organização da campanha, a ação conta com cerca de oito voluntários, e todos os protocolos de segurança sanitária necessários sendo respeitados, já que a comunidade até o momento não apresentou nenhum caso de Covid-19.

Já em Fortaleza, a organizadora do projeto, explica que as familias comtempladas também estão em situação grave de vulnerabilidade e todas já foram cadastradas. "Como a entrega desses alimentos não podem ser feitas de uma só vez, para evitar aglomeração, e tem todos os cuidados necessários por conta da pandemia, as entregas estão sendo individuais. A gente convida a familia, ela vem, recebe e assim sucessivamente", explica.           

Importância

Para Marta, que está a frente do projeto, a oportunidade de conseguir garantir a sobrevivência dessas pessoas carentes durante a crise causada pelo coronavírus, mesmo que não sejam um grande número, já faz toda a diferença. “Tivemos o maior carinho e cuidado, enquanto estávamos fazendo os kits, tentamos fazer cestas grandes. Tivemos cuidado também montando o material informativo sobre o coronavírus, porque tudo faz diferença”, aponta. 

“A gente sabe que não estamos levando apenas alimentos, mas estamos deixando lá o amor, a esperança e fazendo eles saberem que tem pessoas que olham por eles, se preocupam com eles”, conclui Marta. 

A agricultora, Maria Vanda, uma das que recebeu a ajuda fornecida pela camapanha, se mostrou muito agradecida. "A gente recebeu essa bença, esse alimento. Estou muito agradecida, por esse momento, por esse dia e por essa pessoas, que fizeram essa longa caminhada, de Fortaleza até o sertão, para chegar até a nós", conclui. 

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