Grupo religioso em Caucaia promove oração e acolhimento online mediante agendamento

Os horários disponíveis da ação são distribuídos entre as terças (7h-9h), quintas (7h-9h) e aos sábados (15h-17h)

Acolhimento chegou a ser por agendamento em 2020, quando a pandemia amenizou, mas voltou ao formato online neste ano
Legenda: Acolhimento chegou a ser por agendamento em um período de 2020, quando a pandemia amenizou, mas voltou ao formato online neste ano
Foto: Divulgação/Shalom

Diante de um cenário de perdas numerosas e preocupações constantes por causa da pandemia, a sede do Shalom em Caucaia vem fazendo agendamentos online para orações e acolhimentos. A ação era feita presencialmente, desde 2012, mas com as imposições da Covid-19, precisou ser realocada no formato digital.

O agendamento ocorre via google forms, onde as pessoas preenchem dados de nome, telefone, entre outros. Os horários disponíveis são distribuídos entre as terças (7h-9h), quintas (7h-9h) e aos sábados (15h-17h).

Segundo Jéssica Lima, coordenadora do Kerigma na missão Shalom Caucaia, após o pré-cadastro, os chamados ministros, formados na comunidade para prestar o auxílio, entram em contato com essas pessoas para receberem o acolhimento no horário desejado. A integrante ressalta que todos podem participar.

“O objetivo é ajudar as pessoas nesse momento. Aquelas que precisam conversar, receber oração, ter uma experiência. Ouvir, rezar pela pessoa e direcioná-la para Deus. Não é um acompanhamento psicológico, mas sim uma ajuda prestada por quem tem uma experiência com Deus e que pode dar um tipo de ajuda, alguém que precisa de oração por algum motivo, e ter uma experiência com Deus”, declara.

O aconselhamento chegou a ser feito por agendamento entre os meses de outubro de 2020 e janeiro deste ano. Contudo, a reincidência do vírus fez com que a equipe novamente voltasse para o formato remoto.

A ação também é prestada em eventos da comunidade. A próxima será uma live do dias das mães, em 8 de maio próximo, às 18h. “A gente disponibiliza um link, na hora do evento, para quem deseja receber o atendimento. Logo, essa pessoa é redirecionada para um grupo e em pouco tempo ela deve ser atendida no privado”, diz Jéssica.

Apoio

A jornalista Marianna Gomes, de 28 anos, passou pelo acolhimento em 2020, após um período difícil da vida. “Tive um acidente em 2019, precisei ficar com um braço engessado e um ano depois, senti uma crise de pânico muito forte, que afetou meus sentidos. Estava sentindo medo pela Covid-19. A pandemia gerou em mim um transtorno de ansiedade. Tive a sensação de que ia morrer a todo momento e tinha medo de ir ao hospital e me contaminar”. 

Marianna conta que procurou ajuda profissional, mas sentiu que precisava de um direcionamento espiritual também. “A primeira experiência com Deus foi no meio de uma crise forte. Ao pedir pela minha vida, comecei a ter ‘visualizações’ de Jesus, com mensagem. No dia, eu consegui uma consulta, consegui dormir e a partir disso eu consegui me integrar mais e encontrar consolo em uma hora desesperadora, de crise familiar e no meu relacionamento”.

Em seguida, a jornalista passou a integrar um grupo de acolhimento e pedido de oração no Shalom Caucaia. “Participar disso foi como um bote salva vidas no meio de um afogamento. Passar por isso no contexto que estamos vivendo é ter a sensação de que não tem saída. Hoje, estou melhor, tirei já algumas medicações controladas e, eu e meu marido vamos ter um bebê em breve”, relata.

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