Grupo doa cestas básicas para famílias vulneráveis na Capital e RMF

Pelo menos 600 famílias já foram beneficiadas pelo projeto "Cestas Solidárias Fortaleza" desde abril. Até este mês, bairros como Moura Brasil, Jardim Iracema, Pirambu e Serviluz já receberam repasses através da iniciativa

Diante de um período ainda mais crítico para muitas pessoas que, por vezes, já carecem do básico para viver, o projeto "Cestas Solidárias Fortaleza", integrado por seis colaboradores, passou a fazer doações de cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade social na Capital e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Até este mês, cerca de 600 famílias já foram beneficiadas com os donativos.

O projeto, criado em abril deste ano, em meio à pandemia do novo coronavírus, é uma iniciativa nacional dos artistas baianos Carla Perez e Xanddy junto com fãs e amigos. Em Fortaleza, o responsável pelo projeto é o representante comunitário Pedro André Nascimento Monteiro.

"Ela me chamou para fazer parte do projeto aqui. A gente começou a receber várias doações de amigos. A partir disso, começamos o trabalho em várias comunidades e bairros, como Moura Brasil, Pirambu, Jardim Iracema, Serviluz, e nas regiões mais afastadas: Maracanaú, Caucaia e Pacajus, por exemplo", diz Pedro.

Segundo o representante, o projeto recebeu apoio do Mesa Brasil com leite, farinha de trigo, frutas e verduras. Além das cestas básicas, o grupo já distribuiu três mil kits com máscaras, água sanitária, sabão e detergente para as famílias em situação de vulnerabilidade social, conforme o representante comunitário. "Também tem o trabalho que a gente faz toda terça e quinta com a entrega de sopas e cachorros quentes", acrescenta.

Outro voluntário integrante do "Cestas Solidárias Fortaleza" é o estudante Rafael Araripe da Silva, de 27 anos, que entrou no projeto através do representante Pedro André. "Nós começamos a distribuição pelo Moura Brasil e logo percebemos que precisaríamos estender esse projeto e ajudar mais gente", comenta.

A sondagem para saber quem vai receber as doações é feita pelas redes sociais e pelos próprios moradores dos bairros. "Normalmente, são pessoas autônomas que estão sem fonte de renda nessa pandemia, outras são famílias que já viviam em situação difícil".

Apesar dos esforços do grupo para dar continuidade aos repasses para as comunidades, a quantidade de doações diminui. "Quando tem cesta, a gente fica feliz por conseguir ajudar essas pessoas. Porém, neste momento, infelizmente, não temos o suficiente para quantidade de pessoas que nos procuram", destaca Rafael.

"Observamos que muitas dessas pessoas que a gente foi visitar pessoalmente na entrega estavam há dois ou três dias sem ter o que comer. Tentamos deixar duas cestas porque a gente sabe que só uma não dá. De onde vem as doações nós vamos juntando, montamos as cestas e vamos entregando. De pouquinho em pouquinho, a gente consegue suprir a necessidade daquele momento", complementa Pedro André.

Ajuda

Moradora do bairro Moura Brasil, a dona de casa Jackeline Freire, de 38 anos, foi uma das beneficiadas pelo projeto. "Quando começou a crise, com meu marido desempregado e dois filhos em cassa, sendo um pequeno e o outro com necessidades especiais, eu fiquei preocupada. Então, pra mim, foi a maior felicidade do mês receber a cesta", conta.

A dona de casa também ficou responsável para listar outras famílias que necessitavam de ajuda. "O Pedro pediu que eu fizesse essa lista para repassar as doações, sabendo que aqui no nosso bairro a situação, no geral, está muito difícil. Ao todo, foram 15 famílias que eu coloquei. São as que mais precisam mesmo, as mais carentes".

Grupo responsável pelo projeto "Cestas Solidárias Fortaleza" já ajudou, pelo menos, 600 famílias na Capital e em comunidades da RMF, como o bairro Moura Brasil e o Município de Caucaia, desde abril, quando foi criado. Nas últimas semanas, porém, o projeto tem sofrido com a falta de recursos para doar

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