Bombeiros são impedidos de fazer concurso porque compareceram com uniforme errado em local de prova

Detalhamento da farda foi feito na divulgação da lista dos candidatos aptos a participar da prova

Escrito por Redação,

Ceará
Escola
Legenda: Edital de convocação detalhou o uniforme exigido para a prova, mas parte dos candidatos não se atentou à informação
Foto: Kid Júnior

Cerca de 15 agentes do Corpo de Bombeiros foram impedidos de participar da seleção para o Curso de Habilitação de Oficiais (CHO) 2022, devido à exigência de uniforme, neste domingo (22), em Fortaleza. Foram inscritos 190 subtenentes para a prova que só acontece uma vez por ano.

Os candidatos foram impedidos de entrar no local de prova, porque foi exigido o uniforme de trânsito, que não havia sido detalhado no primeiro edital do concurso. A prova aconteceu no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB).

Ao todo, segundo o Comrpo de Bombeiros do Ceará,  21 candidatos não entraram no local de prova por falta, fardamento errado e atraso. A orgazição do Concurso não soube especificar o número de candidatos impedidos de entrar por erro no fardamento.

A prova é a primeira fase do processo seletivo que conta também com exame físico, avaliação da ficha de informação e inspeção de saúde. São disponibilizadas 16 vagas para o curso de promoção dos bombeiros.

“Muitos colegas, inclusive eu, foram com o uniforme de combate à incêndio e fomos impedidos de entrar para fazer a prova. Segundo o coordenador da prova, não poderíamos ingressar porque não estávamos com aquele uniforme (de trânsito), mas estávamos uniformizados”, explica um candidato que pediu para que sua identidade fosse preservada.

O presidente da comissão do concurso, Tenente Coronel Nilton Régis, explica que o detalhamento do uniforme, o local de prova e horário são especificados apenas no edital de convocação, que é formulado após as inscrições. 

"No primeiro edital diz que as especificações serão no edital de convocação. Os que eu vi com uniforme errado foram 3, mas a gente não tem como especificar, e 2 estavam à paisana. No total, tivemos 21 faltas", detalha o presidente.

Essa divergência de informações aconteceu porque a divulgação inicial da prova, publicada no dia 25 de abril, detalha apenas que “o candidato deverá comparecer aos locais da prova escrita e do exame físico devidamente uniformizado e desarmado”.

"Teve gente que, provavelmente, quando chegou lá fora e soube que não podia entrar sem uniforme nem veio falar comigo", destacou o Tenente Coronel.

Edital 1
Legenda: "9.5. O candidato deverá comparecer aos locais da prova escrita e do exame físico devidamente uniformizado e desarmado."
Foto: Reprodução

Edital 2
Legenda: "3.1. Os candidatos deverão comparecer ao local da prova desarmados, com o uniforme 3 B (trânsito com boina) ou 3 C (trânsito com bibico), munidos da identidade funcional e de caneta esferográfica na cor preta ou azul, fabricada em material transparente."
Foto: Reprodução

Já no 2º edital, publicado no dia 16 de maio, com a lista dos candidatos aptos a realizar a prova, o texto coloca a exigência do uniforme 3 B (trânsito com boina) ou 3 C (trânsito com bibico).

Por isso, os candidatos impedidos de realizar a prova questionam a exigência do uniforme específico já que não é cobrado no primeiro texto. “Essa exigência acabou impedindo a gente de fazer essa prova”, frisa o candidato.

“Para fazer a prova tinha uma série de exigência e seria uma eliminação não estar com esse uniforme (de trânsito) mesmo uniformizado?”, questiona.

O presidente da comissão destaca a importância de não abrir excessões para o que foi estabelecido no regularmento para evitar que candidatos sejam prejudicados. "Se eu não cumprir (o edital) aí podem anular o concurso. Nós militares, precisamos cumprir normas", frisa.

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