Massagem

Vibrações induzem ao relaxamento

00:24 · 09.07.2013
O universo é som, o corpo é água. Como uma onda, a Terapia dos Sons proporciona concentração e silêncio interior profundos. O método é empregado em várias áreas, como no tratamento de doenças psicossomáticas.

O corpo humano abriga uma sinfonia de sons

As taças tibetanas com 12 metais dispostas em cima e/ou próximas ao corpo (vestido) e tocadas suavemente com uma paqueta criam um fluxo energético e harmônico que conduz a pessoa a um estado de profundo relaxamento físico e mental.

"A vibração das taças tibetanas fortalecem as células saudáveis", afirma o terapeuta Raphael Moreira FOTO: ALEX COSTA

"Apesar da vibração sonora das taças, pude experimentar o bem-estar proporcionado pelo silêncio e a concentração. Foi um encontro comigo mesma", descreve a atriz Fátima Muniz, com formação técnica em dança, após participar de uma seção de massagem dos sons com o terapeuta Raphael Moreira.

Conceito milenar

A base conceitual das terapias com sons remonta de civilizações antigas (indiana, judaica, árabe, guarani), que a utilizaram para promover uma intervenção nas estruturas psicológicas, energéticas e orgânicas do homem. Em 1966, quando fazia investigações biofísicas na Índia e no Nepal, o engenheiro físico e pedagogo alemão Peter Hess começou a pesquisar os efeitos do som no organismo humano até desenvolver a produção de taças com frequências específicas.

Esse também tem sido o objeto de estudos acadêmicos como os empreendidos por médicos poloneses na Escola Superior de Posen, bem como por investigadores de som como a Dra. Christina Koller, que em sua tese de doutoramento "Utilização dos sons nas áreas de trabalho pedagógicas", toma como base a terapia desenvolvida por Peter Hess.

Pedra na água

Para entender melhor o que acontece com o nosso corpo durante a massagem de som com taças tibetanas, Raphael Moreira utiliza como exemplo uma pedra que é atirada em um lago. Quando ela toca na água, são formadas ondulações concêntricas que vão se espalhando por toda a superfície do espalho d´água. Como o corpo humano é constituído de cerca de 70% a 80% de água, quando tocamos a taça de som, a sua vibração e o seu som colocam cada célula do corpo em movimento, causando o mesmo efeito da pedra no lago, ou seja, são formados círculos que se expandem.

A sensação descrita pelos clientes é a de que o fluxo suave do som acaba por dissolver os bloqueios físicos e emocionais, gerando uma onda de grande bem-estar. Assim, com as pessoas que não apresentam problemas de saúde, os benefícios se traduzem no desenvolvimento de harmonia e energia interior.

"Se o cliente apresenta problemas de ordem física, mental ou psicológica, a massagem atua no alívio para as dores e problemas causados por estresse e ansiedade", esclarece o terapeuta de som Raphael Moreira que também atua como arte-educador na linguagem da música (é flautista e percussionista do grupo Fulô da Aurora), além de massoterapeuta (Thai Yoga massagem) e reikiano.

FIQUE POR DENTRO

Taças são o fio condutor da vibração sonora

Com base de cobre e estanho, as taças tibetanas criadas pelo alemão Peter Hess são feitas com os seguintes metais: ferro, chumbo, mercúrio, zinco, ferro dos meteoritos do Himalaia, bismuto, pirita, brilho de chumbo, além de porções de ouro e prata.

A tradição dos 12 metais vem das regiões onde predominava o Budismo, mas suas formas e metais utilizados variam de acordo com as localidades onde foram fabricadas, podendo conter de 5 a 14 metais. As taças básicas são a do coração (16cm/650 gramas), a universal ou das articulações (22cm/1000 gramas), e a bacia (26cm/200 gramas). Mais informações sobre a terapia de Peter Hess confira no vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=TVNTqS53GoY.

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