EDITORIAL

Universo agora é dividido

20:17 · 14.05.2011
Há muito tempo, as editorias de saúde tomaram seu lugar, inaugurando um novo olhar sobre o fazer jornalístico. A partir daí, passou-se a exigir uma sensibilidade mais aguçada do profissional de imprensa. Primordial era entender que o conceito de bem-estar não está ligado apenas à forma física. Para ser saudável, era preciso estar em dia com a própria mente. E para entender como esse mecanismo funcionava, era necessária uma visão além dos fatos, daquilo que não poderia escapar à visão do repórter mais arguto.

A mim - único homem a fazer parte do Viva até hoje - à época como estagiário, foi dada a oportunidade de mostrar que aquele não era um universo excludente para os "machos". Não, meninas, sensibilidade não é atributo exclusivo de vocês. Ainda mais agora, que saímos de nossos assentos permanentes nas mesas de bar e passamos a buscar assessorias esportivas. E isso sem se ater apenas ao fator estético. Hoje, eles buscam, sem tanto receio, a ajuda de terapeutas para discutir seus anseios e angústias. Passaram a ler mais sobre a saúde dos filhos e até a se interessar mais sobre a complexidade do organismo feminino.

Creio que, para um jovem repórter, trabalhar na editoria de saúde pode ser determinante para nossa carreira jornalística. Foi algo que me fez, sem dúvida, mais homem.

Pery Negreiros - repórter

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