Saúde

Rótulos dos alimentos

00:34 · 24.09.2013
Alguns produtos são apresentados como saudáveis, mas não são de fato. O ideal é aprender a ler corretamente o que está especificado na embalagem

Saudável é a palavra do momento e muito se faz em busca de uma vida pautada nesse objetivo, principalmente no quesito alimentação. Para isso, o cuidado com a escolha dos alimentos é essencial. Tudo o que é preciso saber está no rótulo do produto.

É o que defende a nutricionista Iria Amorim Camargo, graduada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), da equipe da clínica Obesitrate.

Para ela, o maior motivo para que sejamos ´enganados´ é não sabermos ler os rótulos corretamente, estando atentos à porção contida na embalagem. Muitas vezes, a quantidade descrita é menor do que a que está na embalagem, podendo induzir o consumidor a ingerir a quantia maior e, com isso, favorecer a ingestão de calorias em excesso.

"Por exemplo: alguns alimentos indicam ´Zero gordura trans*´ e se buscarmos pela explicação do asterisco, iremos observar que o valor Zero é referente à porção do alimento e não ao seu conteúdo como um todo. Um alimento com 0,3 de gordura trans na porção é considerado Zero. No entanto, se a fração é de 20g e a embalagem contém 100g, saberemos que na caixa/lata há cerca de 1,5g de gorduras trans", explica.

Cuidado com o sódio

Outro aspecto destacado pela nutricionista é a dose de sódio, especialmente em alimentos com prazos de validade extensos. "Se um item dito saudável tem prazo de um ano ou mais, duvide da palavra saudável", alerta.

Segundo Iria Camargo, o sódio compõe realçadores de sabores, conservantes e adoçantes. Além disso, hoje, para o alimento ser considerado com baixo teor de sódio deverá ter no máximo 80mg/100g. "Hipertensos devem evitar produtos com sacarina e ciclamato de sódio, que embora sejam adoçantes, são substâncias com o mineral", enfatiza.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão que regula a rotulagem de alimentos, estabelecendo normas em prol da saúde da população. "É preciso atenção não somente às kcal (um valor energético baixo equivale até 40kcal/100g), mas o seu teor de sódio (máximo 80mg/100g) e ao tipo de gordura (evitar o tipo trans e saturadas). O ideal são os itens ricos em vitaminas, minerais e gorduras poliinsaturadas ômega 3, as quais auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares".

Àqueles com uma patologia específica (diabetes ou hipertensão) devem redobrar atenção aos rótulos a fim de reduzir ao máximo o ingrediente que potencializa sua doença.

Restrição calórica

Para quem cumpre regime alimentar, apenas a restrição calórica não indica redução de açúcares no alimento. Isso porque os macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos) fornecem kcal por grama e a supressão de um dos três significará a redução calórica (exceto se a limitação de um item implicar no aumento de outro).

Carboidratos são açúcares, mas sua restrição poderá significar um desequilíbrio de macronutrientes em dietas de emagrecimento, nas quais a proporção entre carboidratos, proteínas e gorduras deve ser mantida. O ideal é substituir os carboidratos simples pelos do tipo complexo, ou seja, os integrais.

Vicky Nóbrega
Especial para o Vida

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