NUTRIÇÃO

Por que desperdiçar alimentos?

23:13 · 27.08.2011
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Postura consciente é vital para reduzir carências e excessos nutricionais

Fome, obesidade e desperdício de alimentos convivem e caminham lado a lado num país onde 30,2% dos domicílios apresentam insegurança alimentar; 48,1% da população tem excesso de peso (Fortaleza detém o maior índice, 21,7%). Embora seja um dos maiores produtores de alimentos do planeta, o Brasil perde o equivalente a US$ 16 bilhões, ou cerca de 30% de tudo o que produz por ano em alimentos, em todas as etapas (desde a plantação, passando pelo transporte e industrialização, até o manuseio e preparo do alimento em casa), segundo a Organização das Nações Unidas.

Os fatores que contribuem diretamente para tamanho desperdício envolvem desde a colheita realizada com técnica e maquinário impróprios (e fora de época), manuseio, armazenamento e embalagem de produtos realizados de forma inadequada, além da avaliação incorreta do volume de venda no varejo e os maus hábitos no preparo e consumo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas dez maiores capitais brasileiras, o cidadão consome 35 quilos de alimentos ao ano, cerca de dois quilos a menos do total que é jogado no lixo, segundo esclarece a nutricionista Maria Soraia Pinto, mestre em Saúde Pública pela UFC e professora do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

É nesse contexto de desigualdades, carências e excessos que atua o profissional nutricionista. Como parte das comemorações do Dia do Nutricionista, nesta quarta-feira, dia 31, o Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-6), em parceria com o Sindicato de Nutricionistas, SESC, UNIFOR, UECE, FIC, IFCE-Limoeiro e Faculdade INTA) realiza um mutirão (avaliação e orientação nutricional da população) em praças, shoppings e instituições públicas e privadas de Fortaleza.

Enquanto o curso de Nutrição da UECE realiza até quinta-feira (dia 1º) a V Jornada de Nutrição e Saúde, o Curso de Nutrição da UNIFOR promove, dia 1º, o Simpósio em Comemoração ao Dia do Nutricionista, no Teatro Celina Queiroz.

Insegurança

30,2 por cento dos domicílios brasileiros registram insegurança alimentar (preocupação com a possibilidade de faltar recursos para adquirir alimentos). O Ceará apresenta um dos piores índices com 23,9% dos domicílios.

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