Câncer de mama

Por mais qualidade de vida

01:52 · 06.11.2011
São sete as recomendações para o efetivo controle da mortalidade do câncer de mama lançadas recentemente pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Primeiro: Toda a mulher com diagnóstico de CA de mama confirmado deve iniciar seu tratamento o mais breve possível, não ultrapassando o prazo máximo de 3 meses.

Segundo: Quando indicado, o tratamento complementar de quimioterapia ou hormonioterapia deve ser iniciado no máximo em 60 dias e o de radioterapia no máximo em 120 dias. Atrasos no início do tratamento aumentam o risco de recorrência local da doença e diminuem a sobrevida.

Terceiro: o diagnóstico deve ser complementado com a avaliação do receptor hormonal. Receptores hormonais são proteínas que se ligam aos hormônios mediando seus efeitos celulares. A avaliação é feita no material da biópsia que medirá um percentual dos receptores nas células tumorais. A dosagem permite identificar as mulheres que irão se beneficiar do tratamento complementar chamado hormonioterapia.

Quarto: a paciente deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar (cirurgião, oncologista clínico e um radioterapeuta), enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta. O câncer de mama é uma doença complexa cujo tratamento requer a cooperação de diferentes profissionais e saberes.

Quinto: os cuidados devem acontecer em um ambiente que acolha suas expectativas e respeite sua autonomia, dignidade e confidencialidade.

Sexto: todo hospital que trata câncer de mama deve ter Registro de Câncer em atividade. Os registros coletam informações essenciais para acompanhar, monitorar e avaliar a qualidade do tratamento.

Sétimo: A paciente tem direito aos cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas e suporte social, espiritual e psicológico.

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